2 nomes gigantes do jazz passam por Portugal: Brad Mehldau e Snarky Puppy


Lembras-te da entrevista que fizemos com o Michael League dos Snarky Puppy? Desde então, eles já lançaram um disco, Culcha Vulcha, e passaram duas noites – esgotadas – no Paradise Garage. Em Abril estão de volta a Portugal com duas datas: pela primeira vez no norte do país a 26 de Abril na Casa da Música, no Porto e a 27 de Abril no LX Factory, em Lisboa. O concerto na invicta terá o custo de 35 €, em Lisboa serão 30 €.

O colectivo de Jazz tem andado a organizar o festival da sua editora, GroundUP, representando o assimilar de todos os artistas que colaboraram com o grupo ou pertencem à companhia. Os Snarky Puppy vão tocar nos 3 dias de festival em Miami e serão acompanhados por artistas como o Jacob Collier, House of Waters, Charlie Hunter Trio com o Jeff Coffin, Laura Mvula e a apresentação do novo grupo do Michael League, Bokanté.

A nossa segunda recomendação é um enorme pianista de Jazz, um dos mais geniais a pisar a Terra, de seu nome, Brad Mehldau. Vem apresentar o seu Trio, composto por Larry Grenadier no baixo e Jeff Ballard na bateria. Até 2005, o trio compreendia Jorge Rossy na bateria, até se dar a mudança nesse mesmo ano, com Jeff Ballard a estrear-se com o disco Day Is Done.

Brad já conta com uma vasta discografia, ao lado de uma resma de músicos, incluindo 2 discos com Pat Metheny (em Metheny Mehldau e Metheny Mehldau Quartet), Christian McBride, Brian Blade , Jon Brion, Joshua Redman e dia 27 de Janeiro sairá o seu novo disco ao lado de Chris Tile, Chris Thile & Brad Mehldau.

Em 2016 apresentou Blues And Ballads, um disco composto de músicas de artistas como, Cole Porter, Charlie Parker, Lennon & McCartney e Jon Brion. O álbum é do mais puro jazz possível e é neste mesmo formato que Mehldau vem tocar no Centro Cultural de Belém no dia 24 de Fevereiro e no 25 sobe ao Porto para um espectáculo na Casa da Música. Os preços do bilhete no espectáculo em Lisboa variam entre 22 e 42 euros, consoante o lugar escolhido.

Para finalizar o artigo, recomendamos a escuta de um dos seus trabalhos mais Sui Generis, Mehliana. Consiste num duo com o enorme baterista, Mark Guiliana (baterista do último disco do David Bowie Blackstar), e funciona numa relação simbiótica entre uma bateria explosiva, um sintetizador e um Fender Rhodes desconcertantes.