As fotografias e vídeos correram o mundo e com eles fez-se ouvir a mensagem de valorização das mulheres, contra a de desprezo tantas vezes manifestada pelo novo Presidente dos Estados Unidos.

De Sidney na Austrália, a Auckland na Nova Zelândia, passando por Seul na Coreia do Sul, Tóquio no Japão, a Kolkata na Índia, Nairobi no Quénia, Paris, Lima, Belgrado; quando neste caso se fala em “correr o mundo” é de forma literal. Em todos os continentes, centenas de milhares de pessoas juntaram-se em protestos que pela força de fazer valer valores como igualdade e respeito, foram maiores que uma simples crítica a Donald Trump.

Em Portugal, foram 6 as cidades que aderiram à iniciativa do passado dia 21: Lisboa, Porto, Braga, Coimbra, Faro e Angra do Heroísmo, e apesar da pouca cobertura mediática dada ao assunto, importa olhar para trás e perceber o significado de todas estas manifestações organizadas para culminar na manifestação de Washington, D.C..

Dependendo do media que reporta, o número de participantes no protesto na capital norte-americana varia. Há quem diga que foram certamente mais pessoas que as que assistiram à cerimónia de tomada de posse de Trump, à Associated Press as autoridades locais referiram que, só em Washington, estiveram mais de 500 mil pessoas mas o número é difícil de confirmar – se em Portugal pouco se cobriu o evento, nos EUA o excesso deu lugar a muitas contradições.

Numa altura em que o The Cut avança que há museus a coleccionar alguns dos melhores cartazes das várias marchas, o Shifter decidiu partilhar contigo alguns dos melhores momentos de um dia que certamente ficará para a história. O foco está precisamente nos cartazes, porque se há algo em que estas Marchas pelas Mulheres se distinguiram de outros protestos foi na criatividade das mensagens: “Fornicating Homosexual Abortionist”, “Proud Louisiana Liberal – Send Help! “, “The Devil Wears Bronzer”, “Urine For a Long Four Years”, “I’m Too Worried to Be Funny” ou “I Can’t Believe I Left the Soviet Union for This Shit”.

Acompanha os passos do movimento um pouco por todo o mundo e no Twitter em @womensmarch e não deixes de consultar o trabalho (bem) feito pelo New York Times na cobertura dos protestos.