Bem-vindo à Pixelmatters, uma das start-ups mais fixes do Porto

André Oliveira, 26 anos, comanda uma equipa de vinte e tal pessoas num belíssimo escritório nos Aliados.

Nunca foi para a universidade e fundou o seu próprio estúdio de design e programação, com o sonho presente de desenvolver uma aplicação de futebol chamada Finta. André Oliveira, 26 anos, é o dono da Pixelmatters. Gere uma equipa talentosa de duas dezenas de pessoas num agradável escritório na baixa do Porto.

Em 2009, aos 19 anos, André deixou o Instituto Profissional de Tecnologias Avançadas, no Porto. Depois de andar às voltas e de, em 2012, finalmente conseguir uma experiência de trabalho que lhe permitiu aprender como funciona uma empresa e de contactar com designers muito mais experientes que ele, a sua ambição tornou-se certa: “criar o seu próprio produto – a Finta, uma aplicação móvel para fãs de futebol – ou criar a Pixelmatters, uma empresa de design de produtos digitais”, escreveu numa partilha no Medium, em Maio do ano passado. “Inicialmente, a minha preferência era a primeira opção.”

Já tendo despedido-se, percebeu que a Finta era uma boa ideia que tinha desenhado mas que não conseguia por no ar porque não sabia programar. Como não conseguiu arranjar um parceiro que o ajudasse ou um investidor interessado na ideia, optou por arrumar a Finta na gaveta. “Sonhos não pagam contas”, confessa. Começou a trabalhar como designer UX/UI, que é como quem diz desenhar interfaces de sites e aplicações, em regime freelance com um amigo, também designer. “Juntámos forças e as coisas começaram a crescer, crescer… e crescer. Cresceram tanto que quase fomos obrigados a criar Pixelmatters”, conta.

De duas pessoas a trabalhar a partir de casa para uma equipa de 17 num escritório nos Aliados, no centro do Porto, foi rápido. Três anos passados, e celebrados no final de Dezembro de 2016, a Pixelmatters tem 23 pessoas e um espaço ainda maior na avenida mítica da Invicta. Já lançou a Finta e, também durante 2016, trabalhou com 18 novos clientes e lançou com eles 14 websites, mantendo-se fiel à filosofia muito própria que a distingue.

O nome da Pixelmatters não foi escolhido por acaso. Cada pixel conta no trabalho diário que é produzido neste estúdio portuense, dedicado a fazer produtos digitais, sejam eles websites, app móveis ou web apps. O design é o principal foco da equipa, que faz questão de controlar todo o desenvolvimento do produto, dos primeiros mockups ao resultado final e funcional.

É que, baseado-se numa “cultura movida pelo design, focada em resolver problemas e criar soluções”, a Pixelmatters acredita que o processo de design só termina quando o produto está terminado, pois determina como as pessoas vão usar o produto, como vão usá-lo e em que contexto, e define se a empresa vai gerar receita e crescimento desse produto. “No fim de contas, a magia acontece quando um belo design é combinado com consciência do negócio e da experiência do utilizador”, sintetiza André numa publicação no Medium onde comenta a sua perspectiva relativamente ao design.

O portfólio da Pixelmatters é já vasto e pode ser consultado tanto no site oficial, como no Dribbble e Behance. E já que estás pelo site, podes espreitar a secção de ofertas de trabalho, onde existem hoje vagas abertas para programador front-end e designer UX/UI.

A Pixelmatters tem triplicado a receita de ano para ano e o seu sucesso depende não só do talento de toda a equipa, mas sobretudo da motivação das pessoas que a compõem. Não é difícil sentir-se motivado quando se trabalha num bonito e relaxado escritório no centro do Porto, com fruta, snacks e café sempre disponível, e quando todos os Verões há festas como estas:

Voltando ao escritório, a Pixelmatters teve dois. A mudança para o novo espaço aconteceu no final de 2016 porque o antigo tinha-se tornado “demasiado pequeno” depois do crescimento da equipa para 23 pessoas. “Acreditamos que o local físico onde se trabalha representa a empresa e tem influência directa na percepção que a equipa tem das coisas. Para nós, deve ser um sítio inspirador onde se sinta que não há limites. Uma segunda casa”, escreve André Oliveira, também no Medium, que usa regularmente para partilhar ideias e novidades da empresa que dirige. E conclui: “É por isso que sempre quisemos que o nosso novo escritório fosse brilhante, descontraído e minimalista, sem corredores ou salas fechadas desnecessárias. Oferecer um óptimo ambiente a equipa para estar feliz e ser produtiva ao longo do dia.”

Podes seguir a Pixelmatters no Facebook, Twitter e Instagram. Constantemente estão a ser partilhadas fotos e vídeos do dia-a-dia de uma das start-ups mais fixes do Porto.