Curta de Diogo Costa Amarante vence Urso de Ouro em Berlim

Pelo segundo ano consecutivo, há uma curta portuguesa premiada no Festival de Cinema de Berlim.

Em 2016, em Berlim, foi Leonor Teles a levar para casa o Urso de Ouro pela curta-metragem Balada de Um Batráquio. Este ano, a mesma distinção foi para Diogo Costa Amarante e o seu Cidade Pequena. Pelo segundo ano consecutivo, o cinema português volta a ser premiado num dos mais importantes festivais do mundo.

O 67º Berlinale (ou Festival de Cinema de Berlim) está a chegar ao fim e com o terminar de mais uma edição é altura de atribuir os prémios às longas e curtas-metragens em competição. Cidade Pequena, um pequeno filme de Diogo Costa Amarante, venceu ao início da noite deste sábado o Urso de Ouro na secção Berlinale Shorts.

O trabalho de 19 minutos de Diogo Costa Amarante chegou a Berlim quase sem apoios à produção, feito quase para si próprio, e conta com a participação da irmã e do sobrinho do realizador – Frederico Costa Amarante Barreto e Mara Costa Amarante – como protagonistas. A curta é baseada numa história real: a do dia em que o jovem Frederico aprendeu que se o coração pára as pessoas deixam de viver.

Nascido no Porto, em 1982, Diogo Costa Amarante já tinha marcado presença em Berlim em 2014 com “As Rosas Brancas”, cinco anos depois de ter participado na Berlinale Talents. O Urso de Ouro para Cidade Pequena eleva para 3 o número destes galardões já atribuídos a Portugal pelo festival de Berlim na categoria de curtas-metragens – junta-se a Rafa, de João Salaviza, em 2012, e a Balada de Um Batráquio, de Leonor Teles, no ano passado.

Também de Berlim chegam-nos outras boas notícias. Os Humores Artificiais, de Gabriel Abrantes, conquistou a nomeação do júri para o prémio de melhor curta-metragem europeia de 2017 nos European Film Awards.