Galeria Zé dos Bois vai exibir 18 filmes sobre arte e os seus artistas

Festival arranca esta quinta-feira e decorre até domingo.

O Festival Internacional Filmes Sobre Arte Portugal começa hoje na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. Até domingo, serão exibidos 18 filmes, dos quais cinco são portugueses. Todos os filmes internacionais são estreia em Portugal, alguns são estreia mundial.

De 16 a 19 de Fevereiro, este festival propõe um certame dedicado a temas artísticos em diferentes disciplinas: artes visuais, fotografia, teatro, literatura, música, entre outras. Nos nove anos de existência do evento, foram apresentados cerca de 240 filmes, introduzindo o universo e práticas artísticas de mais de 350 criadores, músicos, bailarinos, realizadores e escritores.

Vão ser exibidos filmes que mostram estratégias surpreendentes contra as limitações da situação de cada um, causadas pelos sistemas políticos. Destaque para um trabalho do cineasta português Pedro Cadeira sobre o pintor chinês Mio Pang Fei, censurado pela Revolução Cultural Chinesa; ou Act & Punishment, por Evgeniy Mitta, sobre o pensamento, vida e obra do grupo de artistas e activistas Pussy Riot. Podermos assistir ainda a It Came From Me, sobre o pintor Ivan Milov e feito pelo próprio – o artista será libertado de uma prisão russa na véspera da abertura do festival.

Mas a arte não precisa lidar expressivamente com conteúdo político para ter um impacto enorme na sociedade e nas comunidades. Impressionante é a influência da arte quando os habitantes de uma cidade são confrontados com ela regularmente e em mais de 22 anos, como mostrado no filme How To Shape A Town?, do realizador turco Caner Kaya.

A oferta do 9º Festival Internacional Filmes Sobre Arte Portugal é vasta e inclui também Donkey’s Head, de Pedro Bastos, This Is Not My Voice, por Rui Mourão, e também em Pontas Soltas, por Ricardo Oliveira, todos eles realizadores portugueses.

Devido a limitações no orçamento – este ano totalmente privado –, o festival reduziu o número das sessões a dois terços, e também a selecção de filmes portugueses em competição, o que levou a que este ano não haja distinção entre os prémios atribuídos a filmes nacionais e internacionais. O evento vai distinguir 5 filmes através de 3 prémios, e 2 menções honrosas. A cerimónia de prémios decorrerá a partir das 22h30 de domingo, dia 19.

A sessão de abertura está prevista para as 18 horas desta quinta-feira, com o filme Tempestades – Ensaio de um Ensaio, de Uli Decker, numa produção entre Portugal e Alemanha, seguido de Krag Kantora, dos polacos Adrianna Ksiazek e Iwo Ksiazek.

Programação

Quinta-feira, 16 – 18h00

  • Tempestades: Ensaio de um Ensaio, de Uli Decker (Portugal/Alemanha, 2015) – 30 min
  • Kantor’s Cycle, de Adrianna Ksiazek (Polónia, 2015) – 58 min

Quinta-feira, 16 – 20h45

  • Lucas Blalock’s Digital Toolkit, de Wesley Miller, Rafael Salazar e Ava Wiland (EUA, 2015) – 6 min
  • Cabeça D’Asno, de Pedro Bastos (Portugal, 2016) – 12 min
  • Mio Pang Pei, de Pedro Cadeira (Portugal/Macau, 2014) – 90 min

Sexta-feira, 17 – 18h00

  • Pontas Soltas, de Ricardo Oliveira (Portugal, 2016) – 40 min
  • Abraham Cruzvillegas: Autoconstucción, de Susan Sollins e Ian Forster (EUA, 2016) – 5 min
  • Madman’s Conspirancy, de Algis Arlauskas (Russia/Espanha, 2016) – 50 min

Sexta-feira, 17 – 20h45

  • It Came From Me, de Ivan Milov (Rússia, 2016) – 15 min
  • Act & Punishment, de Evgeny Mitta (Rússia, 2015) – 90 min

Sábado, 18 – 18h00

  • When Water Turns Into Drops, de Jeannice Adriaansesn (Holanda, 2015) – 30 min
  • How To Shape A Town?, de Caner Kaya (Turquia, 2016) – 78 min

Sábado, 18 – 20h45

  • This Voice Is Not My Voice, de Rui Mourão (Portugal, 2016) – 8 min
  • Home Is Not A Place, de Pavel Schnabel (Alemanha, 2015) – 88 min

Domingo, 19 – 17h00

  • Line By Line, de Viola Rusche & Hauke Harder (Alemanha, 2014) – 33 min
  • Retrato De Un Anti Poeta, de Víctor Jiménez Atkin (Chile, 2009) – 72 min

Domingo, 19 – 19h30

  • After Caspar David Friedrich II, de Konstantinos-Antonios Goutos (Alemanha/Grécia, 2016) – 2 min
  • Golchereh, de Vahid Mousaian (Irão, 2011) – 108 min