Guimarães quer ser uma “cidade inteligente” com mais 6 cidades europeias

São antigas capitais da cultura que agora querem ser cidades inteligentes.

São antigas capitais da cultura que agora querem ser cidades inteligentes (ou “smart cities” como o termo é muitas vezes cunhado). Guimarães, juntamente com outras 6 cidades europeias, candidataram-se ao projecto DREAM, cujo objectivo é promover o desenvolvimento e a produção de soluções urbanas inovadoras.

Guimarães lidera o consórcio das sete “Smart Cities milenares” interessadas no DREAM, uma iniciativa ao abrigo do programa comunitário Horizonte 2020. Participam também Weimar (Alemanha), Salamanca (Espanha), Vilnius (Lituânia), Timisoara (Roménia), Dundee (Escócia) e Thessaloniki (Grécia). Todas as cidades foram Capitais Europeias da Cultura, algumas são também Património Cultural da UNESCO.

O consórcio privilegia a “partilha de conceitos, sistemas, modelos, métodos e processos de suporte à inovadora governança de cidades e regiões que incorporam a sustentabilidade urbana nos seus desígnios estratégicos, cumprindo um programa de partilha de ferramentas de gestão e planeamento, além de serem desenvolvidas candidaturas conjuntas a programas, iniciativas e propostas europeias”, segundo se lê numa nota divulgada no site da Câmara Municipal de Guimarães.

A candidatura conjunta das sete cidades, submetida à Comissão Europeia, é acompanhada por cartas de conforto do Primeiro-Ministro de Portugal e do Vice-Primeiro-Ministro da Lituânia.

O DREAM é um projecto orientado para os cidadãos e apoia-se em três pilares – energia, mobilidade e tecnologias de informação e comunicação (TIC). O objectivo do DREAM é desenvolver projectos inovadores em cada cidade, tornando-as mais inteligentes e proporcionando um desenvolvimento sustentável das mesmas, não esquecendo as comunidades residentes e a partilha de experiências e conhecimento entre elas. As áreas da Energia, Espaço, Água, Clima, Iluminação, Conhecimento, Mobilidade, Dados (TIC), Emprego, Habitação, Resíduos e Pessoas são o foco da iniciativa DREAM.

As cidades participantes vão ter de mostrar à escala real “soluções pré-comerciais de tecnologias de informação, optimização de infraestruturas, mobilidade e eficiência energética, entre outras”, refere a Câmara Municipal de Guimarães. O projecto DREAM conta com o suporte de empresas, universidades e centros de investigação tanto ao nível nacional como europeu, permitindo uma resposta integrada e adequada a cada uma das realidades dos municípios, incluindo o MEO, a Siemens, a Schneider e a Universidade do Minho.