Um dos melhores discurso de David Foster Wallace

O escritor norte-americano morreu em 2008 e deixou muito para nos ensinar.

Se és um connoisseur da literatura pós-modernista, David Foster Wallace é um nome que provavelmente já te chamou a atenção. Para isso contribuiu com certeza a dimensão da sua principal obra – A Piada Infinita – um must read que desafia até os mais ávido leitores.

Escritor e professor, assinou durante a sua curta vida 3 romances (um deles inacabado), vários contos de ficção e dezenas de ensaios, todos marcados pela sua visão invulgarmente esclarecida sobre a dimensão cultural e a realidade, e de onde ainda hoje se extraem valiosas lições.

Entre a sua obra consta um supreendente Commecement Speech, muito aclamado nas últimas décadas, ao nível do de Steve Jobs de que tantas vezes já falámos.

Aconteceu no Kenyon College, uma universidade privada de Artes Liberais a 21 de Maio de 2005, quando Foster Wallace tinha 43 anos, 3 anos antes da sua morte, em Setembro de 2008.

David Foster Wallace faria hoje 55 anos e para assinalar o seu génio e não deixar passar os ensinamentos que nos deixou relembramos o discurso que, não sintetizando a infinitude da sua obra, é um bom exemplo da clareza com que via a água e um excelente incentivo a repensarmos a nossa perspectiva em relação às coisas. Porque há eternidades que nem a morte permatura leva.

There are these two young fish swimming along and they happen to meet an older fish swimming the other way, who nods at them and says, “Morning, boys. How’s the water?” And the two young fish swim on for a bit, and then eventually one of them looks over at the other and goes, “What the hell is water?”

O discurso, que começa com uma expressão auto depreciativa e reveladora da preocupação de Foster Wallace em suar durante a apresentação, rapidamente evoluiu partindo de uma piada simples e aparentemente superficial para uma reflexão profunda sobre a forma como vemos ou devíamos ver com mais atenção a vida.

This is a standard requirement of US commencement speeches, the deployment of didactic little parable-ish stories. The story [“thing”] turns out to be one of the better, less bullshitty conventions of the genre, but if you’re worried that I plan to present myself here as the wise, older fish explaining what water is to you younger fish, please don’t be. I am not the wise old fish. The point of the fish story is merely that the most obvious, important realities are often the ones that are hardest to see and talk about. Stated as an English sentence, of course, this is just a banal platitude, but the fact is that in the day to day trenches of adult existence, banal platitudes can have a life or death importance, or so I wish to suggest to you on this dry and lovely morning.

The point here is that I think this is one part of what teaching me how to think is really supposed to mean. To be just a little less arrogant. To have just a little critical awareness about myself and my certainties. Because a huge percentage of the stuff that I tend to be automatically certain of is, it turns out, totally wrong and deluded. I have learned this the hard way, as I predict you graduates will, too.

It is extremely difficult to stay alert and attentive, instead of getting hypnotized by the constant monologue inside your own head (may be happening right now).

Or I can choose to force myself to consider the likelihood that everyone else in the supermarket’s checkout line is just as bored and frustrated as I am, and that some of these people probably have harder, more tedious and painful lives than I do.

O discurso completo pode ser lido aqui ou ouvido no vídeo acima.