Super Bowl 51: o que não vimos às 3 da manhã

Os melhores anúncios do Super Bowl de 2017.

É aquela altura do ano novamente. Super Bowl. O intervalo para reclames mais caro do mundo. Confesso que ainda não foi este ano que fiquei acordado a noite toda para ver football (até porque o único football que merece a minha atenção até às 3 da manhã é jogado com os pés e só vale se o Jonas estiver a jogar).

Este ano, 30 minutos de espaço publicitário intervalado por um jogo de football e uma exibição incrível da Lady Gaga custou cerca de 5,02 milhões de dólares. Exacto, HUGE! E foi este ano um bom ano de anúncios de Super Bowl? Nem por isso. Pelo momento tenso que se vive nos Estados Unidos, deu para sentir que, no geral, todas as marcas optaram por uma presença morna. SAD.

Pois bem, chorando se foi. Está na altura de ver o que de melhor passou nas TVs americanas enquanto os nossos amigos enfardavam que nem loucos.

Os 4,5 melhores anúncios deste Super Bowl

Audi Daughter: numa altura em que as desigualdades nos EUA estão cada vez mais na ordem do dia (e não pelas melhores razões), a Audi veio mostrar algo que durante um minuto conseguiu abanar algumas cabeças, mesmo que estejam vazias de valores. Actual, pertinente, bem escrito, bem realizado, bem tudo. Da Venables Bell & Partners.

84 Lumber: Trump mandou construir um muro. Um enorme muro, para impedir a entrada de mexicanos, esses malandros que matam gringos bloqueando artérias com tacos, fajitas e burritos. Mas haverá sempre forma de atravessar esse muro. E esta foi a forma que arranjei de aligeirar os 5 minutos de sadness que vão ver. Da Brunner de Pittsburgh.

It’s a 10 Hair: todos temos bad hair days. Os EUA vão ter 4 anos de bad hair day, everyday. Mais vale olhar para isso com humor. Da Havas Edge.

Mercedes-Benz Easy Driver: a epítome do que é ser americano: Steppenwolf numa jukebox, Route 66, Harleys e Peter Fonda. O que fascina neste anúncio (para além da exímia realização dos Irmãos Coen) é o facto de uma marca alemã pegar em dois ícones americanos indissociáveis como a Harley e o Peter Fonda e meter um Mercedes-Benz AMG GT Roadster pelo meio. Se é o suficiente para a WWIII? Nah. Da germânica Antoni.

Snickers Live Super Bowl Commercial: normalmente a Snickers reserva o Super Bowl para nos mostrar coisas boas, como o Danny “Becky” Trejo. Este ano, tentaram fazer um live ad com o Adam Driver no papel principal, meio inspirado no Westworld. Apesar de estar dentro do conceito de sempre, soou meio a falso. E foi. Valeu pela tentativa, BBDO Nova Iorque. Da próxima comam um Snickers. É o meio anúncio do top 5.

Algumas menções honrosas

Foi quase, quase, quase, amigos.

Febreze Halftime Bathroom Break 

Skittles Romance