O MIT vai premiar um “exemplo extraordinário de desobediência”

"Este prémio irá para uma pessoa ou grupo envolvido com o que acreditarmos ser um exemplo extraordinário de desobediência em benefício da sociedade."

“Não mudas o mundo fazendo aquilo que te mandam.” As palavras são do director do MIT Media Lab, Joi Ito, e surgem no âmbito de um novo prémio daquele instituto , que pretende distinguir bons exemplos de desobediência em benefício da sociedade – isto é, acções que fogem às regras e normas da sociedade mas que são justificadas pelo benefício que representam.

O prémio, no valor de 250 mil dólares em dinheiro, foi anunciado em Julho do ano passado e a busca do vencedor arrancou esta semana. Através de um formulário online, o MIT Media Lab aceita nomeações de qualquer parte do globo – apenas é necessário que a pessoa ou grupo que queiras nomear seja vivo e tenha assumido um “risco pessoal em prol de uma mudança positiva para uma sociedade melhor”.

Os nomeados submetidos através do formulário serão revistos por uma equipa de activistas, cientistas, designers e engenheiros do MIT Media Lab, que escolherá também o vencedor. O formulário estará activo até 1 de Maio, o premiado vai ser anunciado dia 21 de Julho.

“Este prémio irá para uma pessoa ou grupo envolvido com o que acreditarmos ser um exemplo extraordinário de desobediência em benefício da sociedade”, lê-se no formulário. “As sociedades e instituições tendem a orientar-se para a ordem e a afastar-se do caos. Embora necessária para o bom funcionamento, a estrutura também pode sufocar a criatividade, flexibilidade e mudanças produtivas – e, em última instância, a saúde e sustentabilidade da sociedade. Isto é verdade da academia, para corporações, governos, as ciências e nossas comunidades locais.”

Com o MIT Media Lab Disobedience Award, pretende-se criar um impacto positivo na sociedade, mantendo a consistência com alguns princípios-chave: a não-violência, a criatividade, a coragem e a responsabilidade pelas próprias acções. “A desobediência não é limitada a disciplinas específicas; estende-se a investigação científica, direitos civis, liberdade de expressão, direitos humanos e liberdade para inovar”, lê-se ainda.