Browsers há muitos, mas quais as suas principais diferenças?

Chrome, Safari, Firefox, Edge, Opera e Tor. Quais as diferenças entre eles?

Já usei todos. O Safari foi o primeiro browser por vir por definição no Mac e só me mudei para o Chrome em busca de extensões, entretanto experimentei o Firefox durante duas semanas, voltei ao Chrome, mexi no Edge nos breves instantes em que contactei com o Windows 10, testei o Opera mas não nenhum dos dois convenceu, regressei por fim ao Chrome porque as extensões são, para mim, o essencial à navegação. As diferenças entre browsers são várias, contudo todos nós temos o nosso browser de eleição. O meu é o Chrome. E o teu, qual é? Se ainda não sabes ou não estás confiante na tua decisão, damos-te uma ajuda. É que os browsers não são todos iguais e nós também não.

Chrome, o profissional

Com quase 60% de quota de mercado, o Google Chrome é o browser mais utilizado em computadores. E não é muito difícil perceber porquê. As dezenas de extensões que podes instalar facilitam múltiplas tarefas no dia-a-dia, seja guardar artigos para mais tarde, gerir tarefas que temos em mãos ou bloquear as redes sociais para evitar distrações. Naturalmente que essa versatilidade tem um preço: se instalares demasiadas extensões, o Chrome pode mesmo “comer” devorar uma boa parte da RAM do teu computador. Por isso, usa a extensões mas com moderação! Nesta página do Product Hunt encontras uma boa lista.

Safari, o esteta

Exclusivo do macOS e dos dispositivos iOS, o Safari é o browser da Apple e tem no design e simplicidade o seu ponto forte. Num computador com o sistema operativo Yosemite ou mais recente, o Safari apresenta uma elegante barra translúcida que torna o scroll muito agradável. Rápido e com uma série de pequenos detalhes de navegação interessantes (como o que card que mostra a imagem), o Safari é um browser básico mas completo que se relaciona super bem com a sua versão para iPhone, permitindo abrir um link no computador e continuar a lê-lo no pequeno ecrã. Para além disso, o Safari usa o mais recente tipo de letra criado pela Apple, San Francisco, especialmente pensada para ecrãs digitais e que enriquece a experiência do utilizador.

Firefox, o revolucionário

O Firefox é sinónimo de internet aberta, livre e privada, e isso faz toda a diferença. A Mozilla, dona do Firefox, vende precisamente esses atributos na página onde podes descarregar o browser. “Navega livremente”, lê-se em letras grandes. Mais em baixo: “A liberdade é pessoal. Desfrute de mais ferramentas de privacidade embutidas que qualquer outro navegador” e “A liberdade é sua. Utilize o único navegador construído para pessoas, não lucro”. No Firefox também é possível instalar extensões e outros add-ons. Como materializações da missão da Mozilla, o Firefox tem vindo a testar várias soluções de navegação contextual como sugestões de leitura em novos separadores, conforme noticiámos aquando da sua compra do Pocket.

Edge, o novo IE

Quando em 2015 a Microsoft descontinuou o Internet Explorar criou em seu lugar o Microsoft Edge . Apesar do velhinho IE continuar a ser um dos browser mais utilizados em computadores Windows, o Edge tem feito as suas entradas de honra. Fresco e moderno, o Edge afasta-se do legado nefasto do Internet Explorer (IE) mas é impossível não conotá-lo como “novo IE” – nem que seja pelas semelhanças, desde logo no logótipo. Bem, o certo é que o Edge está para o Windows como Safari está para o macOS. É um browser bonito e rápido, perfeitamente enquadrado no ecossistema da Microsoft. Para além disso tem algumas funcionalidades peculiares como a anotar/sublinhar páginas web para partilhar com os amigos ou guardar no computador.

Opera, o futurista

O Opera não tem uma popularidade por ali além – as estatísticas dizem, aliás, que é menos usado que o Safari. Mas o Opera é dos browser mais inovadores, aquele que introduz ideias que não vemos em mais nenhum browser. Quer falemos do Opera Neon, um conceito totalmente futurista, com algumas ideias engraçadas como um reprodutor de vídeo e música na barra lateral, ou da versão oficial do Opera, que trará numa próxima actualização, uma navegação à esquerda, um menu de speed-dial e uma integração bastante promissora do Messenger.

Tor, o discreto

Se não gostas de dar nas vistas, o Tor é o browser indicado para ti. Seguro, anónimo, discreto, o Tor é um browser que protege a tua privacidade ao não permitir que o teu IP e localização sejam partilhados com os sites que visitas.O Tor é também uma das portas de entrada dos primeiros níveis da deep web. Mas atenção, o Tor não é para qualquer um e não dispensa uma utilização absolutamente responsável da privacidade. Há uma lista de recomendações para quem quiser usufruir do Tor e outras particularidades – por exemplo, este browser bloqueia todos os plugins, até mesmo eventuais players de vídeo, devido às suas vulnerabilidades de segurança.

Criado pela Internet Defense League, o Tor pretende ser uma espécie de manto da invisibilidade em tempos em que a privacidade se torna cada vez mais dubitável. Para tentar proteger a tua identidade o TOR utiliza um sistema que faz a tua ligação passar por vários destinos no mundo tornando impossível para as autoridades determinar a sua proveniência.

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