Europa Sobre Rodas: até breve, Noruega #5

Passadas duas semanas e depois de 1500 km é altura de deixarmos a Noruega e seguirmos em direção à Suécia.

A Noruega é um dos países mais caros do mundo para se viver. Embora não tenha salário mínimo, o salario médio é 4 500 euros, o que comparado com Portugal é muito superior. No entanto, ficámos surpreendidos com os preços do gasóleo que variam muito – conseguimos encontrar tanto a 1,12 kz (1,25 euros) como a 1,54 kz (1,70 euros). No supermercado, embora alguns preços sejam elevados, conseguem-se comprar coisas em conta, comparado com o que estávamos a espera face ao ordenado médio.

A maioria dos serviços que implica mão-de-obra são caros. Esta semana tivemos um pequeno problema no alternador, que em Portugal custaria cerca de 100 euros e aqui pediram-nos 800 euros, o que fez com que arranjássemos uma solução provisória até chegarmos à Estónia onde as oficinas são mais baratas. Um menu no McDonald’s, por exemplo, custa cerca de 12 euros

Na Noruega encontrámos as melhores estradas até agora – com paisagens deslumbrantes, mil e um túneis e cascatas por todo lado. Não há auto-estradas – provavelmente porque seria impossível num terreno tão acidentado fazer estradas com mais de uma faixa para cada lado –, o que também torna a paisagem muito menos ‘’poluída’’ e com mais encanto. Isto também faz com que qualquer distância seja muito demorada, especialmente para nós que andamos devagar.

Na Noruega especialmente nesta altura do ano tão depressa está sol como, passado umas horas, está a chover ou a nevar; e basta fazer uns quilómetros para o tempo mudar completamente. Por exemplo, houve um dia que acordámos com sol, andámos uns 50 quilómetros e acabámos por ficar presos duas horas numa tempestade de neve, com tudo parado. Os carros apenas avançavam 40 de cada vez, com um limpa neves à frente e outro atrás. Optámos por ficar na cidade e não avançar para essa situação.

A Noruega é um país com paisagens deslumbrantes e vamos voltar um dia, sem dúvida!