Foi até à China e construiu o seu próprio iPhone

Scotty Allen diz que as peças para o iPhone 6S que fez com as suas próprias mãos terão custado 300 dólares.

fazer o próprio iPhone

Scotty Allen é um nome que muito provavelmente não te diz nada mas que passarás a admirar. É que Scotty, um programador como muitos outros, decidiu montar o seu próprio iPhone, comprando as peças necessárias em sucessivas viagens à China.

Durante vários meses, Scotty meteu-se numa aventura épica – foi várias até Shenzhen, uma grande cidade no sul da China, com um objectivo principal: comprar as peças de que precisava para montar o seu próprio iPhone, um modelo 6S de 16 GB.

Scotty já sabia dos mercados em Shenzhen nos quais se vendem peças de smartphones em segunda mão. Um dia alguém lhe perguntou se seria possível construir um telemóvel com as componentes encontradas nesse tipo de comércio especializado e a ideia ficou a matutar na cabeça do engenheiro de software norte-americano.

No blogue, onde conta a sua experiência, Scotty Allen explica que optou por construir um iPhone 6S por ter um modelo idêntico, comprado numa Apple Store. Mas houve outro motivo: “as partes do iPhone 7 são muito difíceis de encontrar nesses mercados. Não é totalmente claro porque isso acontece, mas eu tenho alguns palpites”. O entusiasta de tecnologia sugere que muitas das peças à venda resultam de equipamentos reciclados/partidos e, dado o iPhone 7 ser um dispositivo recente a oferta, não é muita ainda. Mesmo algumas componentes do 6S como a motherboard não foram fáceis de achar, conta.

E agora a pergunta que todos os leitores deste artigo devem estar a fazer: quanto custa fazer um iPhone pelas próprias mãos? Voos à parte, Scotty diz que investiu cerca de mil dólares, valor que inclui peças, serviços e material para a montagem. Grande parte dos gastos foi em peças duplicadas e nas ditas ferramentas, pelo que as peças do seu novo iPhone 6S terão custado 300 dólares.

Além da publicação no blogue, Scotty Allen documentou a sua jornada num vídeo de mais de 20 minutos, que nos dá também uma perspectiva sobre os mercados chineses de tecnologia.