O Huffington Post está… diferente


Huffington Post design
 
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Foi no dia 25 de Abril, quando as nossas atenções andavam distantes da Internet e quase sem nos apercebermos disso, que o Huffington Post, perdão, o HuffPost apresentou a sua nova identidade. O site informativo fundado em 2005 por Ariana Huffington deixou cair o sufixo do nome da sua fundadora nesta nova versão. A ilustrar a mudança de nomenclatura, vem um arrojado trabalho gráfico desenvolvido pela agência nova-iorquina Work-Order.

O sufixo não foi o único elemento da identidade a ser dispensado, as serifas da tipografia clássica também deram lugar a uma nova abordagem. A nova fonte, mais pesada e expressiva, é a materialização de uma nova voz do jornal – a da recém chegada editora-chefe Lydia Polgreen. Conforme a própria explica numa nota editorial, a nova imagem quer-se como um veículo de uma nova visão e missão – “e nesse aspecto o projecto não poderia ter corrido melhor.”

O velhinho Huffington Post está irreconhecível numa tentativa de melhor comunicar com o leitor, reforçando graficamente o seu posicionamento controverso e conservador (ler por exemplo aqui).

À primeira vista, é impossível não estranhar esta nova roupagem do HuffPost onde só resta – e mesmo assim alterada – a cor verde. Se por um lado esta mudança drástica é uma prova da capacidade de arriscar dos responsáveis do jornal, por outro parece aproximá-lo da estética tablóide de marcas como o New York Post.

O novo logo, formado pela junção das duas extremidades verdes da versão completa da marca, tem também um papel importante neste rebranding, sendo peça central em alguns canais como as redes sociais onde a foto de perfil continua a ser um formato determinante. Noutra nota editorial, as responsáveis pelo projecto revelam que o aspecto ambíguo da forma onde se pode ver um H, uma barra ou um simples corte foi um dos motivos para a escolha final.

 

Em matéria de redes sociais as mudanças não se ficam por aqui. Com esta nova linguagem gráfica, o HuffPost aproveitou para introduzir uma novidade dedicada às timelines. Assim, quando alguém partilhar um link, partilha automaticamente uma imagem trabalhada previamente, como mostram estes exemplos:

 

As reações dos internautas não se fizeram esperar e dando o devido desconto ao sentido de humor, entre as dezenas, há duas impossíveis de ignorar:

Work-Order

Não é a primeira vez que a Work-Order é chamada para um desafio do género. Embora possa não figurar entre as agências mais afamadas, assinou projectos de grande impacto, inovação e arrojo no sector das comunicações, como o rebranding do VH1, a criação da secção de video do New York Times ou refrescante rebranding do NOW THIS. Aliando estratégia, branding e animação, teve nos seus dois últimos grandes momentos públicos uma demonstração da sua abrangência e versatilidade. Falamos do rebranding vintage e ténue da Kodak e do vídeo para a Keynote de 2014 que até hoje se provou impossível de esquecer.

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