A nova marca do Paraguai também fala português

O rebranding do Paraguai teve a assinatura da Kausa, do atelier português UMA e da consultora Bloom.

marca Paraguai
 

Foi assim, e pela pessoa do Ministro da Informação e Comunicação, que no passado dia 31 de Março os paraguaios ficaram a conhecer o primeiro projecto de branding do seu país. Um trabalho extenso e abrangente que redefine a comunicação em quase todas as vertentes: da tipografia à ilustração. Até a paleta cromática foi revista num claro desvio aos pré-conceitos históricos, como é exemplo a bandeira.

E se tudo isto parece normal é porque ainda não percebeste a melhor parte. O projecto de rebranding do Paraguai teve a assinatura da Kausa, uma agência local, do estúdio português UMA e da consultora Bloom. Segundo reporta a imprensa internacional, o estúdio liderado por Teresa Nunes e Gonçalo Cabral terá mesmo ficado encarregue da execução gráfica do projecto – algo de que nos apercebemos após uma ou duas visitas ao portfólio do estúdio, onde encontrámos outras explorações de semelhante linguagem gráfica. E outros projectos na especial como o trabalho para o projecto urbanístico Luanda 2030.

 

A nova identidade do Paraguai foge ao que qualquer preconceito nos pudesse fazer imaginar e apresenta-se num registo jovial e moderno, com uma forte componente de ilustração que permitirá uma presença personalizada da marca nos diversos suportes e acções de comunicação. Esta disrupção segue o mote conceptual e de comunicação do projecto, que pretende salientar o Paraguai como a terra da fertilidade em todos os quadrantes: natural, social e económico.

 

 

Este projecto é a síntese de uma estratégia de posicionamento global e que, mais do que representar o país duma forma fidedigna e concordante com o património histórico e cultural, visa prepará-lo para os novos desafios a nível político e económico. “Crescimento”, “Riqueza” e “Oportunidade” são as palavras-chave e a base de um complexo e mutável sistema gráfico.

 

A mudança surge no mesmo comprimento de ondas que a operada por outros países e cidades, numa altura em que o city branding começa a ganhar novos significados e a fazer cada vez mais sentido como ferramenta de comunicação entre pessoas e locais. Pela exposição que acarreta e pelo património cultural da marca que pretendem reformular estes são projectos sobre os quais raramente se gera um consenso. Online, as opiniões dividem-se sobretudo quanto à wordmark, que para alguns peca pela ilegibilidade pelas diferentes cores que a compõem. Certo é que o sucesso ou insucesso de uma marca com este alcance só o tempo poderá ajudar a clarificar.

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