A exposição de Kruella D’Enfer foi prolongada por isso não há desculpas

Podes ver 'Existence Without Form' até 10 de Maio no Palácio Real, em Lisboa.

Existence Without Form não é uma simples exposição. É uma experiência criada por Kruella D’Enfer, complementada com o trabalho de João Almeida Santos e Alberto Vieira – com aquilo que cada um melhor sabe fazer. A Kruella pintou, o João escreveu e o Alberto fez a música. Uma combinação artística que podes ver até dia 10 de Maio, entre as 14 e as 19 horas, no ART ROOM (Palácio Real, Lisboa).

A exposição foi inaugurada dia 4 e estava prevista terminar dia 7. Foi prolongada até esta quarta-feira, por isso não há desculpas para não visitar o ART ROOM.

De acordo com a nota de apresentação de Existence Without Form, nesta exposição Kruella sentiu “necessidade de se afastar das doutrinas clássicas e das suas práticas familiares”, “que aprisionam o íntimo e o verdadeiro Eu”, mergulhando numa “descoberta espiritual”. A artista visual e ilustradora portuguesa, conhecida pelos seus trabalhos repletos de cores contrastantes e de texturas geométricas, cruzou-se, durante esta viagem ao interior, com “uma realidade submersa e mergulha na identidade humana enquanto projecto infinito”.

Mas, Existence Without Form “vai para além de uma reflexão sobre aquilo que nos transcende; é a caminhada para o ponto de encontro marcado connosco próprios”.

Acima de tudo, Existence Without Form é um diálogo entre elementos visuais, textuais e sonoros, pensados e representados por três membros essenciais. É que se Kruella deu a cor, João Almeida Santos fez os textos que podem ser lidos no ART ROOM. João descreve-se como uma “criatura suburbana que encontrou nas palavras um meio de sobrevivência. Mandou-se de cabeça para a Publicidade, onde pode trabalhar de forma amadora e ter tempo para ser ghostwriter profissional das várias vozes que tem dentro de si”.

A experiência fica completa com a banda sonora criada especialmente por Alberto Vieira, ex-director de arte no mundo da publicidade, agora produtor, designer de som, 1/2 dos The Quiet Times e co-fundador da recém-nascida Discos Armada“Sem estes três elementos o triângulo não estaria completo, sendo assim fundamental para o público absorver e estar atento a cada detalhe para desfrutar de uma experiência transcendental”. A banda sonora é de resto o único dos três elementos de que podes desfrutar sem sair de casa no entanto o mais provável é que o mistério dos sons te deixem com ainda mais vontade de conhecer a exposição.

Preparação da exposição

Bastidores dos filmes

Fotos de: Cristiana Morais

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