As sardinhas que vão fazer a festa em Lisboa

Júri contou com a jornalista Joana Stichini Vilela e o multifacetado Fernando Alvim.

A tradição continua a ser o que era. Mais um ano, mais umas Festas de Lisboa, mais um concurso de sardinhas. Sob o lema “Faça Você Mesmo”, foram recebidas cinco mil propostas, oriundas de 60 países (do Canadá ao Afeganistão e até Singapura). A jornalista Joana Stichini Vilela e o multifacetado Fernando Alvim ajudaram Jorge Silva, designer e o “pai das sardinhas”, a eleger as cinco sardinhas vencedoras.

No ano em que Lisboa é Capital Ibero-americana da Cultura, a programação das Festas propõe uma viagem até África e à América Latina, a partir de Lisboa. Com arraias, concertos, exposições, teatro e muito mais, Junho vai ser um mês de agenda cheia.

Ana Melo – A Fanfarra

A fanfarra saiu à rua de forma imponente fez tamanha algazarra acordou toda a gente.

Antonio Aragüez – Mergulhador Apaixonado

Há lendas sobre mergulhadores encantados por sereias. Mas o nosso mergulhador apaixonou-se por uma sardinha na costa de Lisboa. Nas noites escuras, em alto mar, pode avistar-se uma luz prateada ao longe. É lá que eles vivem felizes para sempre.

Joana Não – Lata Ensardinhada

“Lata ensardinhada” é a inversão da “Sardinha enlatada”.Quando pensamos em referências a sardinhas, a sardinha enlatada é uma das imagens mais icónicas. Jogando com o lugar-comum, em vez de pôr a sardinha na lata, resolvi, a partir da forma dada, ensardinhar as latas tão características da conserva portuguesa. Pode dizer-se também que é uma sardinha cheia de lata!

Miguel Angel Camprubi – Mulheres Lisboetas

O conceito da ilustração vem do Fado, cuja origem é atribuída às classes sociais mais baixas e aos bairros marginais. Uma associação às canções que as prostitutas costumavam cantar em cantos escuros, entre becos, como uma forma de tornar agradável a espera dos seus clientes. Queria dar a este tema “tabu” um rosto brilhante e colorido, tão colorido como Lisboa. Assim, esta sardinha une a parte mais alegre e escura da cidade.

Patrícia Penedo – Comadres

Uma sardinha que ilustra a boa disposição, o convívio e a “cusquice” das vizinhas, que não perdem a oportunidade de trocar um dedo de conversa. A diversidade de roupa e acessórios simboliza todo um Portugal e toda uma cultura inseridos num ambiente lisboeta. As cores representam a nacionalidade.

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