O primeiro serviço de socorro animal 24h nasce em Oeiras

Em ano de autárquicas, nada como conquistar os munícipes de quatro patas e os donos.

Chama-se SOS PET e disponibiliza numa ambulância para todos os animais que precisem de transporte urgente no concelho de Oeiras, a qualquer hora do dia ou da noite.

De acordo com a nota da Câmara, o serviço atenderá os mais variados casos de emergência, “designadamente animais atropelados” e também a deslocação às clínicas veterinárias dos animais de companhia caso os donos não tenham disponibilidade/capacidade de se deslocar pelos próprios meios”.

O transporte de urgência está disponível para todos os clientes dos Centros de Atendimento Médico-Veterinários de Oeiras e também para os outros munícipes de quatro patas que precisem de auxílio.

Este bonito projecto nasceu da boa vontade da autarquia e dos Bomberios Voluntários do Dafundo. O veículo do SOS PET foi cedido pela Câmara e será gerido e operacionalizado pelos 12 bombeiros da corporação que tiraram o curso de primeiros socorros caninos e que poderão ser chamados através do número 21 419 60 84, já a partir deste mês.

A preocupação central na base deste projecto é o bem estar dos animais. O objectivo do SOS PET é ainda contribuir para a promoção dos cuidados veterinários e dos cuidados de saúde primários, tornando-se no primeiro do país a disponibilizar este apoio aos animais domésticos.

O serviço vai ser apresentado amanhã, dia 6 de Maio, às 11 horas durante a Feira Animal no Jardim Municipal de Oeiras, que tem como principal objectivo promover a adopção dos animais de estimação à guarda do município.

Nunca é demais evidenciar a importância de iniciativas como esta, principalmente numa semana tão importante como esta. Esta segunda-feira os animais passaram a ter estatuto jurídico próprio e a ser reconhecidos no Código Civil como “seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica.” Segundo a recente lei, os animais ganham direitos e os donos deveres e quem agrida ou mate um animal fica “obrigado a indemnizar o seu proprietário ou os indivíduos ou entidades que tenham procedido ao seu socorro pelas despesas em que tenham incorrido para o seu tratamento.”