O Facebook tem uma nova missão

“Aproximar o mundo” é o novo foco da empresa de Mark Zuckerberg, que já não quer apenas “tornar o mundo mais aberto e conectado”.

Antes: “Tornar o mundo mais aberto e conectado”
Agora: “Aproximar o mundo”

O Facebook promoveu hoje, em Chicago, um encontro de administradores de Grupos onde foram anunciadas novas funcionalidades para este serviço. Mark Zuckerberg aproveitou o facto de ser um evento dedicado a grupos e comunidades para apresentar a nova missão da empresa: aproximar o mundo.

O fundador da maior rede sociais do mundo garante que o empenho do Facebook em tornar o mundo mais aberto e conectado vai continuar, mas, numa sociedade que continua dividida, reconhece que a responsabilidade da sua empresa tem de ser maior. “Não basta simplesmente ligar o mundo; também devemos trabalhar para aproximá-lo”, escreveu no seu perfil.

Today at the Facebook Communities Summit we changed our mission to focus on bringing the world closer together. I've…

Publicado por Mark Zuckerberg em Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

O Facebook não se compromete a cumprir a sua nova missão sozinho. Em vez disso, quer dar às pessoas o poder de construir comunidades que as aproximem umas das outras. “A mudança começa localmente, quando um número suficiente de nós sentir uma sensação de propósito e apoio nas suas próprias vidas que lhe permita começar preocupar-se com questões mais amplas”, explica Mark Zuckerberg, referindo-se a desafios como abolir a pobreza, erradicar doenças, parar o aquecimento global, promover a liberdade e tolerância, ou acabar com a violência. “Nenhum grupo ou nação consegue fazer estas coisas sozinho.”

Por isso, defende o CEO do Facebook, a forma de resolver essas questões é em comunidade, onde “todos têm voz de forma a existir diversidade de opiniões” e onde simultaneamente há uma base comum “que permita avançarmos em conjunto”. “Temos de permanecer conectados a pessoas que já conhecemos e com quem nos preocupamos, mas também precisamos de conhecer novas pessoas com novas perspectivas”, lê-se na mesma publicação. Relembra Zuckerberg que as comunidades dão-nos “aquela sensação de que somos parte de algo maior que nós, que não estamos sozinhos e que temos algo melhor por que trabalhar”.

Durante o encontro em Chicago, o Facebook apresentou a vários administradores de Grupos um conjunto de novidades, como estatísticas, filtros para novos membros (por exemplo, um determinado grupo pode aceitar apenas pessoas que residam numa certa cidade), limpeza de membros que não só remove utilizadores dos grupos como todo o conteúdo partilhado, agendamento de publicações e a possibilidade de ligar grupos relacionados uns aos outros.

Quanto à nova missão, Zuckerberg remata que “não é apenas uma frase”. É, acima de tudo, “uma filosofia diferenciada e uma esperança para o mundo”“se um número suficiente de nós trabalhar para construir comunidades e reunir pessoas, então poderemos mudar o mundo”, conclui.

A nova missão – aproximar o mundo – é um resumo do manifesto de 5 800 palavras que o empresário apresentou em Fevereiro, que já procurava posicionar o Facebook não como uma rede social vazia para partilhar selfies e fotos com os amigos, mas como uma plataforma com um papel importante na construção de uma sociedade moderna e como o centro daquilo a que podemos chamar de discurso digital.

I believe the most important thing we can do is work to bring people closer together. It's so important that we're…

Publicado por Mark Zuckerberg em Quinta-feira, 22 de Junho de 2017