O Mundo está mais estável e Portugal também

Quem o diz é a Fund For Peace, uma organização sem fins lucrativos sediada nos EUA que se dedica à recolha e análise de dados sobre a estabilidade dos países.

Portugal estabilidade
 
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Parece facto consumado que o principal objectivo de um atentado terrorista na Europa é pôr em causa os hábitos, as rotinas e o modo de vida dos cidadãos europeus. Parece igualmente consensual que a melhor resposta de quem não tem poder político é não fazer nada e ao mesmo tempo fazer. Fazer nada e fazer tudo significa não alterar o que fazemos 365 dias por ano ao mesmo tempo que continuamos a exercer humanidade até ao fim dos nosso dias. Se, por um lado, a frequência de ataques terroristas aumenta os nossos receios, por outro parece incutir uma certa normalidade, que nos faz conformar mais rapidamente pelas perdas, pelos danos e pelo prejuízo moral.

A Europa vive hoje com medo. Basta ver o que aconteceu em Turim na final da Liga dos Campeões, onde um rebentamento de um petardo deu origem ao pânico, causando milhares de feridos, ou ao incidente contra um polícia em Notre Dame em Paris, que soltou os alarmes em todas as redacções, aguardando por algo mais do que foi. Não é fácil de inverter o estado de alma, mas os dados e as investigações apoiadas na ciência ajudam a tranquilizar os mais alarmistas.

A organização sem fins lucrativos Fund for Peace revelou a semana passada que o mundo está mais estável do que parece, e sobretudo do que as notícias fazem crer. O “think tank”, que observa a fragilidade dos países, orientou a investigação tendo em conta artigos escritos em inglês que indicassem elementos de fragilidade, dados quantitativos de organizações como o Banco Mundial ou o FMI e a expectativa real dos próprios países.

Por regiões do globo, o índice apontou a Ásia e a Europa como os sítios mais estáveis. No polo oposto está a Africa subsariana, o local do mundo onde a instabilidade é mais acentuada. Os Estados Unidos aparecem a meio da tabela, com uma tendência clara de instabilidade. Já Portugal aparece no polo oposto, contabilizando um total de 29.0 pontos numa escala que mede a instabilidade até 120, e que engloba diversos indicadores, divididos em quatro eixos (Coesão, Economia, Política, Sociedade), tais como, a qualidade dos serviços públicos, o respeito pelos direitos humanos, a estabilidade económica ou o equilíbrio demográfico.

Toda a informação sobre cada países é anualmente actualizada e qualquer utilizador pode navegar pelos registos dos mais 187 estados que compõe a base dados.

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