‘Wonder Woman’: encanta, e de que maneira

Parece que foi desta que a DC acertou e fez um filme que tanto os fãs, como os críticos, elogiam.

Wonder Woman Filme
 

A ilha de Themyscira é o lar de uma raça de guerreiras chamadas Amazonas. A sua função, entregue pelo próprio Zeus, era a de proteger a humanidade.
Depois de uma guerra entre Zeus e Ares, o Deus da Guerra, os deuses desapareceram e as amazonas ficaram escondidas do mundo.

Diana (Gal Gadot) nasceu e cresceu na ilha. O seu entusiasmo guerreiro levou a que treinasse desde criança com a sua tia – a General Antiope, contrariando o desejo protector da sua mãe, a Raínha Hippolyta. Com o tempo, Diana tornou-se numa guerreira exímia, demonstrando poderes misteriosos.

E é quando o espião Steve Trevor (Chris Pine) despenha o seu avião nas águas que banham a ilha, que começa a aventura da guerreira.

A realizadora Patty Jenkins tinha uma árdua tarefa entre mãos. Não só tinha a responsabilidade de entregar um bom filme da DC Extended Universe (depois de 3 filmes arrasados pela crítica, ainda que tenham tido um sucesso de bilheteira moderado) como o de ainda dar ao mundo um bom filme que tenha como protagonista uma super-heroína. 

A realizadora consegue dar a todos os personagens dignidade e profundidade, tendo sempre um olhar focado tanto para a acção como para a emoção. Num filme que se passa durante a primeira Guerra Mundial, a linha ténue entre a honestidade sobre um ambiente violento de uma guerra foi muito bem retratada.

O filme retira inspirações de vários filmes como Captain America: The First Avenger e Superman (1978). Deste último, o mais notável legado é visível na relação entre os dois protagonistas, e é aqui que o filme realmente brilha. Não brilha menos nos pequenos momentos mais leves, como por exemplo, aquele em que Diana caminha no mundo moderno pela primeira vez. Gal Gadot consegue dar uma interpretacao honesta e vulnerável, forte sem perder a sua graciosidade e sensibilidade.

O ponto mais fraco é realmente o clímax do filme, que culmina num festim de CGI desnecessário, a que filmes anteriores como Batman V Superman e Suicide Squad nos habituaram. Mesmo assim, Jenkins consegue centrar-se na narrativa e não depender demasiado no visual.

Dotado uma boa narrativa e interpretações, honestidade e sentido moral, Wonder Woman maravilha e encanta. Estamos ansiosos para ver por que outros caminhos esta personagem nos vai levar.

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