Eurovisão 2018 vai ser em Lisboa, está confirmado

Guimarães recebe o Festival da Canção.

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Está confirmado. O Festival Eurovisão da Canção vai acontecer em Lisboa. Depois da fase de estudo, a decisão final recaiu sobre o MEO Arena. A informação foi confirmada numa conferência de imprensa com a presença do presidente da RTP, Gonçalo Reis, o diretor de media da Eurovisão, Jean-Philippe Tender, o diretor de programas da RTP, Daniel Deusdado e o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

Além da localização, foram também reveladas as datas de realização – o certame vai acontecer entre 8 e 12 de Maio. E a localização da fase nacional da competição, o Festival da Canção, que este ano decorrerá no Pavilhão de Multiusos de Guimarães, em data por anunciar.

O espaço não surpreende, depois de afirmações de Nuno Artur Silva, diretor-geral da RTP, que confessavam a preferência da organização pelo antigo Pavilhão Atlântico. O espaço já acolheu vários eventos como a Expo 98, o Campeonato Mundial de Basquetebol Sub 19, os prémios europeus da MTV e a Web Summit 2016. A surpresa é a adição do Terreiro do Paço ao projecto tentando alargar o festival à todo o eixo marginal do Tejo – o espaço será cedido à organização pela Câmara Municipal de Lisboa.

A UER tem algumas características que requer para a organização da Eurovisão. A sala de espetáculos deve ter no mínimo sete mil lugares (o ideal são dez mil) e deve haver uma sala de imprensa com capacidade para 1550 pessoas. Havendo ainda requisitos a nível de segurança, transportes e capacidade de gestão do fluxo turístico.

O que distinguiu o MEO Arena terá sido uma visita técnica que mostrou que a sala tem capacidade para suportar 800 toneladas de equipamento. Além de Lisboa, estavam na corrida outras cidades: Matosinhos, Santa Maria da Feira, Guimarães, Portimão, Gondomar, Braga e Espinho.

Foto: Made In Portugal / Facebook (MEO Arena)

Inicialmente, tinha ficado decidido que Lisboa iria acolher o evento, mas, depois de algumas críticas, houve um concurso para decidir qual a cidade organizadora. O debate da descentralização começou com várias perspetivas. Se por um lado, várias cidades da Área Metropolitana do Porto queriam ser as escolhidas, os custos de organização poderão ter sido uma desvantagem.

Rui Moreira não mostrou interesse na organização do festival. O presidente da Câmara do Porto não encarou os custos relacionados com o evento “com alguma estupefação”, de acordo com o Jornal de Notícias“Se não houver concurso e se há uma cidade disposta a acolher o evento, essa cidade deve pagar, explicou o autarca. Na altura, os valores apontados eram de 30 ou 40 milhões de euros, o que representaria cerca de de 15% das verbas gastas anualmente pela Câmara do Porto.

De acordo com o Observador, 30 milhões de euros representam 12,72% dos custos da RTP e 16,33% da Contribuição Audiovisual paga pelos contribuintes. Mas o pagamento pode ser dividido por outros Ministérios, pela cidade organizadora ou até por parceiros patrocinadores. Segundo dados do Royal Bank of Scotland, nos últimos três anos, houve duas edições em que os ganhos superaram os custos.

Segundo noticia o Público, na edição lisboeta do Festival os custos serão divididos pela autarquia – onde se inclui a cedência gratuita dos espaços – pelo Turismo de Portugal e pela RTP.

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