Os festivais de 2016 pela lente do Shifter

Um re-olhar pelas últimas edições do Primavera, Alive, SBSR, Milhões e Coura.

 

A época de festivais de Verão está novamente aberta e, antes que voltes a banhos, recordamos-te as últimas edições do NOS Primavera Sound, NOS Alive, Super Bock Super Rock, Milhões de Festa e Vodafone Paredes de Coura. São as reportagens Shifter dos festivais de 2016.

NOS Primavera Sound

A rota dos festivais começou a Norte com o NOS Primavera Sound. O Cláudio Soares escreveu, o Nuno Diogo fez as fotos. Uma edição do festival que contou com Air, PJ Harvey, Sigur Rós, Beach House, Animal Collective, Explosions In The Sky, Moderat, Brian Wilson e muito mais.

Reportagem dia 1 / dia 2 / dia 3

O NOS Primavera Sound tem sempre nomes bacanos. Tens ali oportunidades de ver coisas que muito provavelmente não vais voltar a ter. (…) O facto de ser uma extensão dos catalães, com digressões perto do radar e parceiros como a Pitchfork, ajuda imenso. E depois estes meninos constroem muito bem o line-up. Tens de tudo. Gigantes da música, promessas, bandas com discos top do ano anterior e muitas carcaças. Daquelas que ja andavas a querer riscar da lista há muito tempo. Depois tens aquele abuso de recinto. Malta do Paredes de Coura a organizar, vocês sabem.

NOS Alive

O Henrique Mota Lourenço foi com o fotógrafo Manuel Casanova até ao Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. A 10ª edição do NOS Alive teve The Chemical Brothers, Pixies, Robert Plant, Radiohead, Tame Impala, Foals, Two Door Cinema Club, Arcade Fire, M83 e Band of Horses como principais atracções.

? Reportagem

A 10ª edição do Alive deu-se sem problemas de maior. O cartaz, mais do que diversificado, foi coerente (…).  Sem serem sublimes (…), os cabeças de cartaz saíram de cena sem que lhes pudéssemos apontar o dedo, e isso aconteceu em todos os palcos. Os “nomes do meio”, uns mais interessantes, outros menos (…), também não deixaram de nos mostrar que o Alive, com aquele grande “apesar de tudo” pelo meio, continua vivo. Um gigante vivo, acordado, abastado e disposto a acolher gentes distintas. Noutros tempos seria filantropia, hoje é negócio.

Super Bock Super Rock

Uma semana depois, a música concentrou-se no Parque das Nações, em Lisboa, para mais uma edição do Super Bock Super Rock. 2016 foi o ano de Kendrick Lamar, Massive Attack, Iggy Pop, Diclosure e The National, entre outros. As fotos foram feitas pelo Manuel Casanova e o texto assinado é assinado pelo Cláudio Soares.

Reportagem

Este Super Bock é especial. Todos sabemos disso. Estás a ver quando és puto e passas o ano inteiro a perguntar à tua mãe quantos dias faltam até ao Natal? Desde que o Kendrick foi a primeira confirmação do Super Bock Super Rock de 2016, todos contamos os dias até o melhor gig do ano.

Milhões de Festa

Ainda o Super Bock Super Rock estava a arrefecer, o Cláudio Soares já se encontrava em Barcelos com o Nuno Diogo, para nos mostrar o Milhões de Festa, um festival que é a cada edição uma descoberta diferente e uma agradável surpresa para quem lá vai pela primeira vez. O cartaz teve The Bug, El Guincho, Goat e The Heads, entre outros.

Reportagem

Este foi o meu primeiro Milhões de Festa. E foi incrível. Podia dizer que não será o último mas na verdade, acho que nunca me fui embora. Tudo porque no Milhões estamos em casa. E como eu gosto de estar em casa.

Vodafone Paredes de Coura

O nosso roteiro de festivais termina sempre em Coura. A 24ª edição do Vodafone Paredes de Coura contou com LCD Soundsystem, Unknown Mortal Orchestra, Cage The Elephant, The Vaccines, Sleaford Mods, Chvrches, Portugal The Man, The Tallest Man On Earth e muito mais. Foi o Henrique Mota Lourenço a escrever e novamente o Nuno Diogo a ilustrar.

? Reportagem

A responsabilidade de escrever sobre Paredes de Coura é grande: de todos os festivais, Coura é certamente um dos mais acarinhados pelos portugueses. Ninguém esquece a história dos 5 amigos que se juntaram para criar um festival no meio de nenhures, levando o nome da vila aos artistas e media internacionais; muito menos se esquece o triunfo no início dos anos 00, com cartazes memoráveis de 2003 em diante. Cada linha, e isto é a mais pura das verdades, tem um peso diferente das outras que se escrevem em papel de enrolar castanhas, ou não coubesse aos jornalistas, escritores e bloggers a palavra final sobre um fenómeno vivido com fervor por mais de três gerações.

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