Adobe vai matar o Flash de uma vez

O fim de uma era. Finalmente?

 
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O Flash, que o iPhone e as novas tecnologias, foram matando ao longo dos últimos anos vai sofrer o golpe final em 2020. A Adobe anunciou o fim do desenvolvimento e do suporte do Flash nesse ano. “Vamos deixar de actualizar e distribuir o Flash Player no final de 2020 e encorajar os criadores de conteúdo a migrar qualquer conteúdo Flash existente para esses novos formatos abertos”, explica a empresa em comunicado, realçando o HTML5, o WebGL e o WebAssembly como alternativas.

Quando a Apple lançou o primeiro iPhone em 2007, optou por não incluir suporte para Flash. A posição foi controversa, dada a popularidade do formato por toda a internet. Aliás, quando a Adobe adquiriu o Flash em 2005, o mesmo podia ser encontrada em 98% dos computadores da altura. Actualmente, essa percentagem é bem menor – de apenas 17% – e continua a baixar à medida que mais e mais browsers deixam de suportar o plug-in.

O Flash já não vem por defeito no Safari dos computadores Mac e a Microsoft já disse que vai removê-lo dos browsers Edge e Internet Explorer em meados de 2019. A Google também tem vindo a pôr o Flash de lado no Chrome e a Mozilla vai, em breve, permitir aos utilizadores do Firefox decidir que sites podem correr a tecnologia.

“Mantemos o compromisso de trabalhar com os parceiros, incluindo Apple, Facebook, Google, Microsoft e Mozilla, para manter a segurança e compatibilidade de conteúdo Flash”, adiciona a Adobe na mesma nova. “Vamos continuar a fornecer as melhores ferramentas de animação e vídeo como o Animate CC, a principal ferramenta de animação web para o desenvolvimento de conteúdo HTML5, e o Premiere Pro CC.”

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!