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BoCA Summer School: 6 artistas nacionais e internacionais vão dirigir workshops em Lisboa

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Passaram três meses sobre o fim da primeira edição da Bienal de Arte Contemporânea de Lisboa, mas a BoCA ainda não acabou. Enquanto se lançam pelo mundo, apresentando criações do festival como a primeira peça de teatro dirigida pela artista cubana Tania Bruguera, “Endgame” de Samuel Beckett, em Hamburgo, ou a instalação que integra a comunidade local da cidade que a recebe, “Casa-animal” da dupla Musa paradisiaca, em Évora, desvendam mais uma parte do seu plano para contagiar com a cidade de Lisboa com o vírus da arte contemporânea: a BoCA Summer School.

De 30 de agosto a 17 de setembro, o diretor artístico da BoCA, John Romão, convida seis artistas nacionais e internacionais para dirigirem workshops em algumas das entidades parceiras da BoCA, numa parceria com a Fundação GDA.

De 30 de agosto a 2 de setembro, no CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, o compositor e realizador de cinema belga Thierry De Mey, cúmplice dos coreógrafos Anne Teresa De Keersmaeker ou Wim Vandekeybus, dirige um workshop de composição musical aberto a compositores, músicos, intérpretes e criadores de artes performativas.

A 4 e 5 de setembro, na Galeria ZDB, a realizadora de cinema Salomé Lamas, artista residente da BoCA em 2017/2018, dirige o workshop “Transações, Fronteiras e Híbridos”. Serão discutidas as aparentes fronteiras entre o cinema e as artes visuais, explorando-se problemáticas em torno da representação da memória e da narrativa através das imagens.

De 6 a 10 de setembro, no Teatro Nacional D. Maria II, a dramaturga, encenadora e atriz espanhola Angélica Liddell regressa a Lisboa para dirigir o workshop “A Eloquência da Ferida ou A Tragédia da Liberdade: a Transgressão”, destinado a intérpretes do sexo masculino. “O criminoso e o artista são irmãos”, escreve Angélica Liddell a respeito do workshop, que parte de biografias de assassinos históricos, como a condessa Isabel Báthory, para pensar o papel do artista e da representação.

De França, vem o coreógrafo Eric Minh Cuong Castaign, que de 7 a 9 de setembro, no MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia. Dirige o workshop “#danceswithmachines”. Questionando as ligações entre as novas tecnologias e o movimento do corpo, num workshop destiando a jovens entre 16 e 21 anos, com a utilização de drones e óculos specs no território coreográfico.

É um dos pioneiros da vídeo-arte e precursor da relação entre a arte e as novas tecnologias. O artista norte-americano Gary Hill dirige a 15 e 16 de setembro o workshop “A Mente Visceral: algures entre mídia eletrónicos, o corpo e línguas maleáveis”, destinado a 12 jovens estudantes ou artistas, no MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia.

O escritor português Gonçalo M. Tavares convida o coletivo de artistas Os Espacialistas, com quem colaborou no livro “O Atlas do Corpo e da Imaginação” (Ed. Caminho), para o workshop “Pensamento, imaginação e artes” que dirigem de 15 a 17 de setembro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. Abordarão questões essenciais do pensamento contemporâneo e as suas ligações com as artes e a literatura.

“O Sr. Valéry não existiria se não existisse papel”

Informações mais detalhadas sobre o conteúdo dos workshops e as inscrições podem ser consultadas aqui, cada workshop tem os seus requisitos de admissão e um número máximo de participantes adequado ao exercício.

 

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