The Big Picture: um mapa da força armada norte-americana

O mapa mostra as ocorrências em que as forças militares dos Estados Unidos da América foram usadas noutros países desde 1890.

Numa altura em que os conflitos internacionais voltam a dominar boa parte da agenda mediática e Trump anuncia um reforço da presença militar no Afeganistão é importante não perder noção da big picture. É nesse sentido que surge o trabalho do jornalista Joe Vesey-Byrne, do Indy100 que reúne num mapa interactivo os países onde já houve intervenção militar dos Estados Unidos da América. 

Para o efeito, entende-se como invasão a presença militar não consentida por todas as partes. Foi utilizada informação de uma investigação de Zoltan Grossman, publicada pelo Evergreen State College de Washington

Assim, no mapa, surgem assinaladas ocorrências desde 1890 em que as forças militares dos Estados Unidos da América foram usadas noutros países. Excluíndo-se apenas os casos em que a sua acção foi meramente humanitária, contemplam-se cenários de diferente natureza, como o uso de força militar para evacuação de cidadãos norte americanos, a intervenção dos serviços de Inteligência, o apoio militar a grupos de oposição internos ou a uma das partes em conflitos internacionais e o uso de força militar para combate às drogas (como no caso da Bolívia em 1986).

Para além deste mapa, a presença militar consentida também não ficou de fora da análise de Joe Vesey-Byrne que num mapa semelhante mostra a distribuição global dos perto de 200 mil homens das forças armadas norte americanas distribuídos globalmente – recorrendo a dados do Departamento da Defesa Norte Americano. O Japão é o país com maior presença com cerca de 39 mil unidades, seguido da Alemanha e da Coreia do Sul, onde tem sido contestada.

Na Coreia do Sul registaram-se protestos em Abril contra a instalação de mais misseís naquele país. Na Alemanha foi mesmo esta semana que Martin Schulz, antigo presidente do Parlamento Europeu e líder do principal partido da oposição a Angela Merkel, o SPD, puxou do tema garantindo que caso ganhe as eleições no próximo mês vai pedir aos Estados Unidos para que retire as armas nucleares em território alemão – estima-se que sejam 20 as ogivas nucleares armazenadas numa base militar na zona Oeste da Alemanha.