Não há nada como uma mulher para fazer do homem quanto quer

Uma visão diferente do papel feminino na sociedade.

polly nor feminismo

Agora que o feminismo está na moda, as batalhas sexuais não param. Nas redes sociais, nas conversas de café, ou mesmo nas escolas, as discussões sobre o papel das mulheres na sociedade têm sido actor principal num palco onde o machismo não quer sair de cena.

Neste contexto, a ilustradora londrina Polly Nor presta homenagem às mulheres do século XXI, através do erotismo, críticas ácidas e uma pitada de humor satírico. As facetas retratadas correspondem às situações mais constrangedoras vividas pelo sexo feminino – desde relacionamentos falhados, a arrependimentos ou insuficiências físicas.

Um ponto fulcral a ter em conta é o desmantelamento da imagem da mulher na pornografia tradicional – esbelta, com seios recheados, pernas finas, traseiro arrojado e face de boneca. A visão alternativa baseia-se, por exemplo, em tweets, memes, selfies ou mesmo conversas de bate-papo que revelam uma realidade diferente da que estamos habituados.

Polly justifica as suas ilustrações ao referir que “se estiveres a escrever um texto sobre os teus sentimentos acerca dos problemas de género, vais ter uma merda de comentários insultuosos em letras grandes: TU ESTÁS TÃO ERRADA SUA FEMINISTA, EU APOSTO QUE ÉS GORDA, NINGUÉM QUER TER SEXO CONTIGO – SUPERA ISSO. As pessoas interpretam o que querem de uma imagem, mas as palavras são bastante concretas”.

No mundo rosa-salmão e verde-cacto de Polly, o desejo vem na forma de “vida selvagem tropical e extravagante”, que contrasta com cenas domésticas diárias e sugere uma fome de “escapamento e liberdade das pressões da cultura do mundo ocidental”.

Este vídeo é um exemplo de uma luta quotidiana da mulher, que quando não corresponde aos estereótipos desejados nem os animais ruins a querem. No entanto, Polly arranja sempre maneira de dar a volta a isso.

Texto de: Susana Martinho
Editado por: Mário Rui André