Uma vez por semana, tira 2 horas para seres genial

Duas horas semanais, isentas de distrações ou trabalho, dedicadas exclusivamente ao pensamento e com a única companhia de um papel e uma caneta.

Com o ritmo do trabalho de volta a roçar no esquizofrénico, Setembro é uma boa altura para repensarmos alguns dos hábitos que tomámos como garantidos e, melhor ainda, para introduzirmos pequenas mudanças. Se pensas como nós e estás sempre à procura daquele pormenor que te faria respirar de alívio e sentir realizado no final de cada semana, temos mais uma sugestão para ti.

Apresentamos-te a Two Hours Rule, uma ideia do blogger e designer Zat Rana que nos chegou ao e-mail através da sua habitual e indispensável newsletter sobre crescimento pessoal e bem estar, Design Luck. Esta metodologia tem como base, segundo o autor, as rotinas narradas de génios como Einstein, Nietzche ou Darwin, e pode caracterizar-se simplesmente como o tempo não produtivo mais produtivo da tua semana.

A proposta é simples e – mais uma vez – esta dica até pode parecer fútil mas emerge com a questão sobre quantos de nós agendam tempo para pensar. Sim, só para pensar. No meio da loucura das nossas agendas, a que se junta a loucura geracional pelos social media e a filosofia always on, acabamos por ficar com poucos tempos mortos, de silêncio bastante para uma conversa interna. As Stories ao acordar, o trabalho diário, o adormecer patrocinado pelo Netflix… ocupam constantemente a nossa cabeça com estímulos externos, dando pouco espaço aos internos para se revelarem na sua plenitude.

A prática do pensamento livre ou do sonhar acordado – dar liberdade à mente para deambular – estimula o pensamento reflexivo essencial à consolidação das memórias e ao estabelecimento de correlações não lineares entre elas. A ideia de pensamento reflexivo tem vindo a ser estudada desde os anos 1980 e está associada ao aumento da produtividade e da criatividade – se quiseres uma analogia, pensa na sensação do teu espaço de trabalho completamente arrumado, será esse o feeling na tua cabeça depois da prática corrente deste exercício.

Consciente dessa importância, Zat, criou a regra das duas horas – ou a Two Hours Rule – que consiste simplesmente em reservar 2 horas semanais, isentas de distrações ou trabalho, dedicadas exclusivamente ao pensamento e com a única companhia de um papel e uma caneta. O exercício pode parecer uma seca; por isso, Zat partilha algumas das questões que costuma passar em revista:

  • Estou animado para fazer ou estou a agir sem objectivo?
  • O trade-offs entre o trabalho e vida pessoal está bem equilibrado?
  • Como posso acelerar o progresso de onde estou para onde eu quero ir?
  • Que oportunidades estou a desperdiçar?
  • Que pequenas coisas produzem efeitos desproporcionais?
  • O que poderia ocorrer de forma probabilística nos próximos seis meses da minha vida?

Se tiveres disciplina suficiente podes abdicar do horário e optar por estratégias mais flexíveis, que podem ser bastante mais prazerosas. As estórias diz-nos que Darwin costumava dar longos passeios para se abstrair e Nietzsche se perdia na natureza para encontrar os melhores pensamentos.