“Deus” anunciou a guerra e os russos acham que está drogado

O vídeo é protagonizado por Morgan Freeman que pede a Donald Trump que aja contra a Rússia.

 
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Morgan Freeman é o nome que basta para parar a Internet; um vídeo seu sobre fundo abstracto e com o brilho nos olhos trava qualquer scroll. Foi isso que aconteceu esta semana com um vídeo no mínimo sui generis protagonizado pelo lendário actor.

No vídeo, que podes ver abaixo, Morgan Freeman replica o tom messiânico que lhe é habitual mas desta vez com uma mensagem bem diferente, mais apocalíptica. O vídeo começa com um sensacionalista “Estamos em guerra” e parte para o guião imaginado de um filme em que Putin é o protagonista de uma história de vingança contra os Estados Unidos. Misturando factos com alegações, o vídeo promovido pelo Comittee to Investigate Russia, procura chamar a atenção para a alegada ingerência russa nas últimas eleições nos Estados Unidos, recorrendo desta vez para isso à figura do actor norte-americano que chega a enviar uma mensagem directa para que o presidente Donald Trump fale sobre o assunto.

O vídeo tem gerado diversas reacções, sobretudo vindas da Rússia. Diplomaticamente, o porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, acusou Freeman de estar a ter uma reacção emocional e a dizer coisas sem uma base informada. Na Internet, um movimento com a hashtag #StopMorganLie invadiu o Twitter, munido de acusações ao actor e ao Comité. Outra reação caricata mas que demonstra a importância dada pelos russos ao vídeo é relatada pela BBC e ter-se-à passado no canal estatal Rossiya 24, em que um psicólogo convidado a analisar o tema viu indícios de abuso de marijuana na cara de Morgan Freeman e acusou o actor de ter um complexo messiânico que terá desenvolvido no filme em que protagonizou o papel de Deus.

Quanto ao movimento online #StopMorganLie, também já houve reacções oficiais, desta vez de um porta-voz da NATO, Rols Fredheim, que levanta a suspeita – embora sem dar fundamentos concretos – de que a hashtag possa estar a ser alimentada por bots.

Comittee to Investigate Russia é liderado por Rob Reiner, actor e realizador responsável pela produção deste vídeo, e por David Frum, Editor Sénior no jornal norte-americano Atlantic.

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