Google compra parte da HTC por 1,1 mil milhões de dólares

2 mil funcionários da HTC vão passar para a Google. Os restantes mantém-se na HTC.

As acções da HTC foram suspensas para a aquisição da empresa por parte da Google. O negócio tinha sido já especulado e concretizou-se esta quinta-feira com a venda de parte da HTC à tecnológica norte-americana por 1,1 mil milhões de dólares. A Google vai ficar com uma fatia da divisão móvel da HTC.

Alguns dos funcionários da HTC – que já estavam a trabalhar com a Google no desenvolvimento dos smartphones Pixel – vão juntar-se definitivamente à empresa. A Google vai também receber uma licença não-exclusiva pela propriedade intelectual da HTC. De acordo com o director financeiro da HTC, Peter Shen, ouvido pelo New York Times, cerca de 2 mil dos 4 mil funcionários totais permanecerão na empresa, que continuará a operar de forma independente.

Por outras palavras, a Google vai ficar apenas com uma parte da HTC (e com cerca de 2 mil funcionários, a outra metade). A HTC continuará a desenvolver o seu próprio negócio de smartphones e já está a preparar o seu próximo topo-de-gama. A HTC chegou a atingir uma quota de mercado de 9%, sendo a quarta fabricante mais vendida de smartphones em 2012. Actualmente, a quota de mercado é de 1%, de acordo com a BBC.

Os rumores indicavam uma possível venda da área Vive da empresa, que se foca na realidade virtual, mas tal não irá acontecer: os HTC Vive mantém-se na sua casa e vão continuar a ser um elo forte na competição com os Oculus Rift do Facebook no consumo de conteúdos de VR.

“Depois da aquisição desastrosa da Motorola, atirar-se de cabeça para outra parece muito desafiante. Contudo, pode ser um desenvolvimento na Google como fabricante de smartphones”, explicou à mesma fonte o analista Ben Wood. Recorde-se que a Google comprou a Motorola Mobility por 12,5 mil milhões de dólares e vendeu-a dois anos mais tarde por 2,9 mil milhões.

O fabrico de hardware próprio traz também vantagens para demonstrar o funcionamento do Android, mas faz com que ganhe concorrência com os clientes que compram o sistema operativo (como a Samsung, por exemplo).