Amor é o que distingue as pessoas de sucesso, diz Jack Ma

Quem o diz é, Jack Ma, um dos homens mais bem sucedidos do mundo.

Num discurso endereçado em Nova Iorque a propósito do Fórum Global de Negócios da Bloomberg, e perante uma plateia repleta de CEOs, políticos e outras personalidades de relevo, Jack Ma foi peremptório na afirmação sobre o que distingue as pessoas de sucesso. Para o fundador da Alibaba, empresa em franco crescimento, os homens devem apostar naquilo que os distingue das máquinas, neste ponto da evolução: a capacidade para amar.

Assim, Jack Ma, junta aos conhecidos e badalados conceitos de QI (Quociente de Inteligência) e QE (Quociente Emocional), um inovador e desafiante acrónimo, o LQ (Quociente do Amor). Apesar da aparente inocuidade ou excessiva abstração, a mensagem de Ma não deixa de ter peso e de merecer eco atendendo à habitual direcção do discurso neste tipo de conferências.

O antigo professor e protagonista de uma das histórias de sucesso mais inspiradoras da última década levou a palco um espírito estranhamente humanista. Jack Ma que é hoje um dos homens mais ricos da Ásia; tem distinguido-se dos restantes “tubarões” por manter um tom ponderado e evitar as profecias utópicas, deixando soundbytes que quase sempre soam a aviso.

O empresário evidenciou as diferenças entre homens e máquinas e destacou o papel único que o amor pode ter no progresso humano e tendencialmente globalizante. “As máquinas não têm coração, as máquinas não têm alma, as máquinas não têm crença. O ser humano tem alma, tem crença, tem valor. É criativo e está a mostrar que consegue controlar as máquinas”, disse Ma, numa frase que resume a sua intervenção.

A posição de Jack Ma aponta a responsabilidade do progresso aos homens, e contrasta com o tom apocalíptico e irresponsável das recentes intervenções alarmistas sobre a relação dos homens e das máquinas, como é exemplo a de Elon Musk.