Prepara-te para passar os dias fora de casa, começa hoje o DocLisboa 2017

11 dias de festival começam hoje com mais de 230 filmes.

Até 29 de Outubro, a 15.ª edição do DocLisboa vai apresentar 231 filmes, de 44 países. Destes, 17 integram a competição internacional e 11 na competição portuguesa. No total, serão exibidos 20 mil minutos de cinema. Números que sustentam os teus planos para os próximos dias! Como aconteceu poucas vezes, o Doc abre com ficção. A Sessão de Abertura é a estreia mundial de Ramiro, do português Manuel Mozos, que conta a história cómica de um alfarrabista lisboeta. A Sessão de Encerramento fica a cargo do brasileiro Adirley Queirós, com Era Uma Vez Brasília, documentário com uma visão distópica do Brasil actual. Mas porque entre o início e o fim o festival não pára, destacamos o que acontece pelo meio, nas muitas secções que compõem o festival de cinema documental por excelência.

Competição Internacional

A competição internacional conta com cinco estreias mundiais e nomes como Axel Salvatori-Sinz, John Bruce e Pawel Wojtasik, Ileana Dell’Unti, Camila Rodríguez Triana, Juliette Achard, entre outros. O Shifter aconselha Also Known as Jihadi, de Eric Baudelaire (21 de Outubro às 16h15 na Culturgest/24 de Outubro às 18h30 na Sala 3 do São Jorge), um filme sobre o percurso de radicalização de um jovem de França para a Síria e de regresso a França, onde é encarcerado por alegadamente se ter juntado ao Daesh, mostrado apenas através de uma série de planos de paisagem filmados nos locais por que passou. Passa com: Manel lives in Sarajevo, de Manel Raga Raga.

Destaque ainda para o trabalho de Ebrû Avci, Why is Difficult to make Films in Kurdistan (22 de Outubro às 18h45 no Pequeno Auditório da Culturgest/28 de Outubro às 14h00 no Pequeno Auditório da Culturgest), um filme sobre uma rapariga curda que procura convencer a sua família tradicional a deixá-la estudar cinema enquanto filma a vida quotidiana deles. Passa com: I Would Prefer not to, de Ileana Dell’Unti​.

Consulta a programação completa desta secção aqui.

Competição Nacional

Inês Oliveira, Catarina Botelho, Paulo Abreu, Margaux Dauby, Diogo Pereira, Nathalie Mansoux são alguns dos nomes confirmados na competição nacional. Destaque para António e Catarina (24 de Outubro às 22 horas, na Sala M. Oliveira do São Jorge/28 de Outubro Às 14 horas, na Sala 3 do São Jorge), de Cristina Hates, que venceu o prémio de curtas-metragens no Festival de Locarno e conta a história de um homem com 70 anos e uma mulher com 25 que estabelecem uma relação cândida e intensa, que negoceiam, fechados num quarto.

Todos os outros filmes em competição terão a sua estreia mundial. Destacamos ainda Notas de Campo (20 de Outubro às 18h45 na Sala M. Oliveira do São Jorge/ 25 de Outubro às 21h45 na Sala 3 do São Jorge), documentário de Catarina Botelho que pretende retratar o período das políticas de austeridade em Portugal e Diário das Beiras, de João Canijo e Anabela Moreira (21 de Outubro às 18h30 no Grande Auditório da Culturgest/24 de Outubro às 22 horas no Cinema Ideal), uma viagem pelo Portugal profundo, as casas, os cafés, as ruas, as pessoas que ainda as habitam.

Consulta a programação completa desta secção aqui.

Outras secções

À competição junta-se uma retrospetiva sobre o cinema do Quebeque, com 32 filmes, e um ciclo dedicado à obra da realizadora checa Vera Chytilová, que morreu em 2014.

A secção Da Terra à Lua” será marcada pela presença de realizadores chave do panorama documental da actualidade, fora de competição. A secção “Riscos” celebra os 20 anos de Gummo, de Harmony Korine, com a exibição do filme e uma festa na noite de 27 de Outubro, bem como a exibição de trabalhos de João Salaviza, Jean-Luc Godard ou Sharon Lockhart.

É aliás a realizadora norte-americana quem se apresenta em “Passagens”, a secção que junta o cinema à arte contemporânea e aos museus. Vai ser exibido no Museu Coleção Berardo o seu último filme, Rudzienko, e também um documentário escolhido por si, Children Must Laugh, de Aleksander Ford.

A abertura da secção “Heart Beat” será marcada pelo filme Grace Jones: Bloodlight and Bami, de Sophie Fiennes (20 de Outubro às 21h30 na Sala M.Oliveira no São Jorge)

Um debate sobre a situação na Venezuela na secção “Cinema de Urgência”, as sessões transversais a todos os festivais membros do projecto Doc Alliance” e a secção dedicada a jovens cineastas, “Verdes Anos”, compõem um ramalhete que se espera de luxo nas próximas semanas.

DocLisboa decorre no Cinema São Jorge, Cinemateca, Culturgest, Cinema Ideal, Museu Coleção Berardo e no Museu do Oriente. Todos os dias, vão haver festas no bar A Barraca. Vê o programa completo do festival aqui. Os bilhetes para cada sessão estão à venda na Ticketline pelo preço de 4€.