Estação Espacial Chinesa está fora de controlo e vai despenhar-se na Terra

Onde vai cair, ninguém sabe.

Tem 8,5 toneladas e está em queda descontrolada em direcção à Terra, e embora se espere que parte do laboratório se incendeie e desintegre, algumas das peças que vão atingir a superfície do planeta poderão pesar mais de 100 kg. A notícia é avançada pelo The Guardian, que cita especialistas que dizem que é impossível prever onde vão cair os destroços, nem mesmo nos dias imediatamente anteriores à colisão.

Citado pelo The Guardian, Jonathan McDowell, astrofísico na Universidade de Harvard, disse na altura que não haverá forma de impedir que a estação caia numa zona populada, embora não seja provável que aconteça. Segundo McDowell um ligeira alteração nas condições atmosféricas pode empurrar os destroços da estação “de um continente para outro”.

A estação Tiangong-1, também baptizada “Palácio Celestial”, foi lançada em 2011 como um “potente símbolo político”, parte de um ambicioso programa científico que tinha como meta tornar a China uma super potência espacial.

Em cinco anos, e após inúmeras missões de sucesso – incluindo a da primeira mulher astronauta da China, Liu Yang – os responsáveis admitiram ter perdido o controlo da Estação Espacial. As autoridades chinesas avisaram a ONU da trajectória e referiram que os destroços do “Palácio Celestial” deverão colidir com a Terra entre o presente mês de Outubro e Abril de 2018.

Desde 2016 que a órbita da estação espacial entrou em queda, sendo que nas últimas semanas atingiu as camadas mais compactas da atmosfera da Terra, o que aumentou ainda mais a aceleração da descida. “Agora que o perigeu [o ponto mais alto do trajecto da estação] já está a menos de 300km de altura e atingiu as camadas mais densas da atmosfera, o ritmo da queda está a aumentar”, disse Jonathan McDowell. “É de esperar que se despenhe dentro de alguns meses, em finais de 2017 ou início de 2018”, acrescentou.

A descida vai ser acompanhada de perto pela agência espacial chinesa, que se comprometeu a manter as Nações Unidas informadas. Recorde-se que uma situação semelhante foi registada com a MIR, a estação espacial russa que foi desactivada em 2001. Na altura, os pedaços que restaram, depois de se ter desintegrado ao tocar atmosfera terrestre, caíram em chamas no Oceano Pacífico, a uma distância de cerca de 2 mil quilómetros da Austrália.

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