Estreia de Sonic nos cinemas a cargo da Paramount

O filme do ouriço azul vai ser um híbrido entre CGI e "live-action".

A Paramount Pictures anunciou a compra dos direitos cinematográficos de Sonic the Hedgehog. O filme da mascote da SEGA estava a cargo da Sony Pictures, que desistiu do projeto. Jeff Fowler vai ser o realizador.

Habituado ao pequeno ecrã e aos comandos de videojogos, Sonic the Hedgehog é um dos ícones do “gaming”. Além dos mais de 360 milhões de jogos vendidos ao longo de 26 anos, o franchise também conta com várias adaptações para banda desenhada e, principalmente, para televisão. Sonic “SatAM”, Sonic Underground, Sonic X ou o mais recente Sonic Boom são exemplos da aposta da televisão no ouriço mais veloz do mundo.

Sonic X foi uma das mais recentes adaptações de Sonic à televisão.
Sonic X foi uma das mais recentes adaptações de Sonic à televisão.

Contudo, o cinema vai ser uma estreia. A maioria da equipa responsável na Sony Pictures mantém-se, à qual se juntam novos elementos. Tim Miller, realizador de Deadpool, terá a companhia de Neal H. Moritz na produção do filme. Toby Ascher (produtor do filme Invasão Mundial: Los Angeles), Dmitri Johnson e Dan Jevons (anunciados como produtores das adaptações televisivas dos jogos “Life is Strange” e “Little Nightmares”) também integram a equipa. Yuji Naka e Naoto Ohshima, criadores da série de jogos, estarão a cargo das personagens.

Jeff Fowler vai ser o líder do projeto. O realizador, num trabalho com Tim Miller, já foi nomeado para Óscar de melhor curta de animação, com Gopher Broke, em 2005. O “plot” deverá coincidir com a história tradicional dos videojogos, com Dr. Eggman (ou Dr. Robotnik) como inimigo a derrotar. A ideia passa por um filme que misture “live-action” com CGI.

Apesar desta estreia, tecnicamente, não será a primeira vez que vemos Sonic no grande ecrã. Em Wreck-It Ralph! são várias as aparições da personagem da SEGA, algumas dignas de um olhar mais atento dos espectadores.

Tal como existem “fan games”, também existem filmes realizados pelos adeptos do ouriço azul. A Blue Core Studios produziu um curto episódio cinematográfico de Sonic, em 2013, baseado essencialmente nos eventos de Sonic Adventure (1999). Jaleel White, voz de Sonic nas séries animadas da década de 1990, fez parte do seu elenco.

Hollywood e videojogos: uma relação agridoce

Já vários videojogos foram alvo de adaptações ao mundo do entretenimento. Quer fossem séries, curtas de animação ou filmes, são inúmeros os títulos cujo guião passou da consola para os estúdios de cinema. Mas este romance viria a ter um final mais trágico do que feliz. A qualidade e enredo da maioria dos filmes ficou aquém do esperado, não correspondendo às expectativas da comunidade “gamer” mais especificamente.

Mario Bros

Com Brooklyn como cenário, Mario e Luigi são dois canalizadores italo-americanos que descobrem uma passagem para um universo paralelo, onde o King Koopa é ditador. Nesta aventura, Daisy está em apuros e os irmãos terão que se aventurar num mundo desconhecido e povoado por híbridos entre humanos e dinossauros. A procura em dar um tom mais realista, racional e sério ao franchise resultou numa história distinta da original dos videojogos. A Rotten Tomatoes atribuiu-lhe uma nota média de 3,7/10, semelhante à classificação do IMDb (4/10). Foi considerado um dos piores filmes de 1993 pelo programa de televisão americano Siskel & Ebert At the Movies.

Assassin’s Creed

Filmado “por las calles de Sevilla”, pouco se viu do cenário andaluz no produto final. A cidade espanhola foi a eleita para a gravação das cenas de Callum Lynch, enquanto enverga a pele do seu antepassado Aguilar de Nehra através do “animus”. Contudo, a maior parte do enredo desenrola-se fora deste aparelho, o que, segundo muitos adeptos do videojogo, retirou alguma essência e adrenalina do franchise. Enquanto o IMDb atribuiu uma classificação razoável (5,9/10), a Rotten Tomatoes considera que a adaptação cinematográfica é medíocre (3,9/10).

Warcraft

A adaptação do RPG online “World of Warcraft” procurou ser fiel à história e personagens do jogo, além de evidenciar uma forte aposta nos cenários e efeitos CGI. O filme teve uma aceitação razoável, arrecadando classificações a rondar os 7/10 no IMDb e IGN, esta última elogiando os efeitos especiais e a caracterização das personagens. Já a Rotten Tomatoes diverge, atribuindo apenas 4,3/10.

Need for Speed

A velocidade das corridas de Need for Speed não conseguiu encontrar um “plot”. O espetáculo das “stunts” contrasta com a falta de uma história coesa e de um bom elenco, deixando o filme num patamar mediano das classificações dos críticos, com 4,3/10 no Rotten Tomatoes, 5,9/10 no IGN e 6,5/10 no IMDb.

Castlevania

Exceção neste conjunto de exemplos, a adaptação deste clássico da era “16bit” às séries foi bem sucedida. Trevor Belmont tem a tarefa de impedir a invasão de demónios ordenada pelo Dracula. Baseado sobretudo no jogo de 1990 “Castlevania III: A Maldição do Drácula”, a série conquistou os críticos em geral: 8,1/10 na IGN e no IMDb, 7/10 na Rotten Tomatoes.