Quando o mundo lembra os clássicos da Nintendo

Um viagem aos antigos dos jogos da Nintendo, pelo mundo da simetria.

 
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Estávamos em 2002 quando ouvi falar pela primeira de uma pequena consola portátil chamada Game Boy. O seu principal atractivo era tornar quase real o sonho de viver na primeira pessoa as aventuras que estava habituado a ver aos fins de semana de manhã na Sic, protagonizadas por Ash Ketchum no Pokemon. Através de um amigo de infância, sortudo por ser dos primeiros a adquirir esta pérola, tive a oportunidade de usufruir por uns dias do seu Game Boy, algo que ainda hoje recordo – sem saber bem porquê. É bem possível que tenha percebido o poder dos videojogos. Desde então procurei ao máximo manter-me longe deles ou pelo menos a uma distância considerável, para o bem do meu tempo. Embora tenham surgido algumas recaídas, nomeadamente por culpa dos Pro Evolution Soccer e Football Managers da vida, nunca fui um particular amante de videojogos.

Contudo aqueles dias com o Game Boy insistem em perdurar na minha memória. E foi para esse universo que Martin Reisch me transportou quando olhei pela primeira vez para as suas fotografias, durante a minha caminhada matinal pela internet para manter a boa forma.

Martin Reisch começou a fotografar paisagens com o drone, sempre curioso por descobrir o que estava escondido nos recantos das grandes metropoles ou nas florestas mais densas. Deste modo descobriu um fascinante interesse pela simetria, para além da semelhança incrível entre a estética das suas fotografias e alguns maiores clássicos da Nintendo dos anos 80/90. Carregadas de simetria mas também de elevadas doses nostálgicas, as suas fotografias são uma autêntica viagem aos antigos cenários dos jogos da Nintendo.

O trabalho deste artista não se resume a estas fotografias. Martin Reisch apresenta uma série de diferentes galerias no seu site, incluindo algumas peças audiovisuais. Também podes também segui-lo no Instagram, enriquecendo ainda mais o teu feed.

 

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!