Diagnosticou o seu próprio cancro, com um iPhone

John Martin não é oncologista e foi capaz de detectar os sinais.

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Todas as histórias escondem duas leituras, é assim desde sempre. Até um copo com água pode estar meio vazio ou meio cheio, tudo depende do perspectiva. Se algumas questões nos parecem progressos evidentes e outras flagrantes retrocessos e péssimas notícias, os temas mais complexos revelam-se por vezes em histórias não tão objectivas do ponto de vista emocional e que nos apanham de surpresa.

Falamos-te da história do Dr. John Martin, o médico convidado para testar um novo acessório que, associado ao iPhone, permite detectar células cancerígenas, e que, ao testar o aparelho descobriu, ele próprio, padecer deste mal. John Martin sentiu um desconforto na garganta e aproveitou ter o aparelho à mão para proceder a um auto-diagnóstico, acabando por detectar uma massa estranha com um aspecto cancerígena.

O caso remonta ao início do ano e após confirmadas as suspeitas levantadas pelo Buttefly IQ, John Martin encontra-se a receber tratamentos.

Se até aqui a história parece simplesmente triste, é preciso perceber a importância do diagnóstico neste tipo de problema. Se Martin nunca tivesse feito o teste podia ter perdido tempo na luta contra o cancro. Por outro lado, esta história reforça a ideia de que os smartphones e a proliferação de câmaras com processadores associados podem mudar a forma como diagnosticamos doenças e interagimos com a nossa saúde. John Martin não é oncologista e foi capaz de detectar os sinais.

O caso está a correr o mundo e a esperança torna-se mais objectiva neste cenário concreto. É que a nova tecnologia utilizada no Butterfly iQ apresenta-se como realmente disruptiva e diferenciadora, substituindo os cristais vibratórios por pequenas membranas. E o preço também é assustador. Cerca de 2 mil dólares por um aparelho de diagnóstico com potencial e em fase de lançamento, é um valor que permite vislumbrar uma evolução positiva da penetração deste aparelho no mercado global.

Para além disso, a empresa responsável pela Butterfly iQ já anunciou que está a trabalhar na implementação de inteligência artificial associada ao aparelho de digitalização para que o software possa por si só fornecer informações médicas sobre os resultados a um utilizador comum.

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