O novo míssil da Coreia do Norte pode alcançar todo o território dos EUA

O regime de Pyongyang voltou a disparar mais um míssil balístico que voou em direcção a Leste e caiu no Mar do Japão.

O anúncio foi feito através da televisão norte-coreana KCTV. O míssil, lançado ontem pelo regime de Pyongyang percorreu inéditos cerca de 960 km, atingindo uma altitude em torno dos 4000 km, antes de se despenhar no mar do Japão ou Mar do Leste das Correias. Como é hábito, coube à veterana Ri Chung-hee fazer o anúncio do “bem-sucedido” lançamento que foi “autorizado e presenciado pessoalmente pelo líder” Kim Jong-um,

Apresenta-se como um novo modelo de um míssil balístico intercontinental (ICBM), batizado de Hwasong-15 e, segundo afirmam, é capaz de alcançar “todo o território dos Estados Unidos”. Foi disparado em direção a leste, a partir da província de Pyongan do Sul, a cerca de 25 quilómetros da capital norte-coreana, Pyongyang, por volta das 03:17 (hora local), e marca o regresso do norte-coreanos aos testes de armamento depois de mais de dois meses e meio de paragem.

A altitude alcançada é até à data a maior alcançada por um míssil norte-coreano e sinaliza um novo e perigoso avanço do programa militar norte-coreano. O Pentágono tinha já adiantado a possibilidade de se ter tratado de um míssil balístico intercontinental (ICBM), uma vez que este é o terceiro deste tipo disparado pela Coreia do Norte depois dos dois lançados no passado mês de julho.

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão já reagiram ao mais recente lançamento, acordando agravar as sanções internacionais contra Pyongyang. Washington, Seul e Tóquio pediram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que pode realizar-se hoje mesmo em Nova Iorque. No Twitter, Trump aproveitou a situação para defender investimentos na Defesa e atacar o Partido Democrata.

O Secretário-geral das Nações Unidas já condenou o lançamento do míssil. António Guterres pede mais uma vez ao regime de Pyongyang que “desista de tomar medidas que visam a desestabilização”. Já a ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, também lamentou o sucedido e manifestando uma “profunda” preocupação da Australia nesta questão particular.

Milhares de pessoas seguem o Shifter diariamente, apenas 50 apoiam o projecto directamente. Ajuda-nos a mudar esta estatística.