Metro de Lisboa promete mais comboios e menos esperas em 2018

O Metro de Lisboa garante ainda que tem "actualmente um número maior de carruagens a circular, fruto do trabalho de recuperação de material circulante"

Ao longo dos últimos anos, as empresas de transporte público de Lisboa e do Porto foram gravemente afectadas pelo desinvestimento do executivo nas mesmas, situação que pode ter sido agravada por uma eventual má gestão por parte das equipas administrativas anteriores. Não tardou até que os utentes começassem a sentir as consequências, experienciando um serviço cada vez mais degradado. Contudo, os primeiros sinais de mudança surgiram neste 2017.

Em Lisboa, o Metro de Lisboa diz que as pessoas vão começar a sentir melhorias significativas no serviço prestado já a partir do próximo ano. Numa carta enviada ao site O Corvo, depois de denúncias quanto a avarias sucessivas de material circulante, a falta de equipamentos e falta de funcionários, a empresa pública tutelada pelo Governo anunciou um maior número de composições a circular nas diversas linhas, o que levará ao aumento da frequência de comboios e diminuição dos tempos de espera entre eles.

Segundo a administração do Metropolitano de Lisboa, citado pel’O Corvo, a empresa tem “actualmente um número maior de carruagens a circular, fruto do trabalho de recuperação de material circulante, realizado no corrente ano, após o desbloqueamento dos constrangimentos financeiros ocorridos desde 2011″, mas acrescenta que está impossibilitada de contratar mais maquinistas e operários até ao fim de 2017, fruto das restrições à contratação de vínculos laborais impostas pelo Orçamento de Estado em vigor.

“No decurso deste ano, foram substituídas mais de 550 rodas nos comboios, o que corresponde ao dobro do efetuado nos últimos cinco anos. Este esforço, muito significativo para a empresa, permitiu garantir a manutenção e disponibilização de 35 carruagens anteriormente imobilizadas por ausência de materiais, significando cerca de um terço da frota da empresa”, informa a transportadora.

No início de 2017, a Carris passou para as mãos da Câmara Municipal de Lisboa, mas o Metro de Lisboa continuou sob alçada do executivo central. Já foi anunciado um plano de expansão da rede, para ser concretizado até 2020, que incluí novas estações em Santos e Estrela, e a transformação da Linha Verde num trajecto circular. Mas, depois das autárquicas, o Bloco de Esquerda, que vai governar Lisboa com o PS, já propôs a renegociação com o Governo da expansão da rede de Metro, privilegiando, por exemplo, a criação de uma Linha Ocidental com paragens em Campolide, Amoreiras e Campo de Ourique.

Entretanto, o Governo já desbloqueou verbas para a melhoria da actual oferta do Metro de Lisboa. Além da reparação do material circulante, estão em curso trabalhos de reabilitação na estação dos Restauradores e de Odivelas, a estação dos Anjos já tem um novo átrio e a estação de Arroios está encerrada até 2019 para trabalhos de ampliação. Fruto do encerramento de Arroios, a Linha Verde tem, desde Julho, comboios de 6 carruagens em circular, o que permitiu aumentar o conforto naquele trajecto.

Foto de: Gil Randall/Flickr