Quadro de Leonardo Da Vinci bate recorde em leilão

A venda de "Salvator Mundi" só foi possível graças a um complexo esforço da leiloeira.

Salvator Mundi

19 minutos foi o tempo necessário em leilão para que o quadro de Leonardo Da Vinci, “Salvator Mundi”, pulverizasse os recordes de venda anteriores e estabelecesse um novo valor máximo histórico algum dado por uma obra de arte em leilão.

O preço foi discutido em leilão entre apenas 45 licitadores, 4 deles por telefone e apenas 1 no local. O vencedor preferiu não ser identificado pela leiloeira e dispendeu, na sua oferta final, de 450 milhões de dólares – cerca de 380 milhões de euros.

“Salvator Mundi” duplica assim a cifra do anterior recorde que pertencia ao quadro “Woman of Algiers (Version O)” de Pablo Picasso vendido em 2015 por qualquer coisa como 253 milhões de dólares.

A venda de “Salvator Mundi” só foi possível graças a um complexo esforço da leiloeira. O quadro que terá pertencido à corte inglesa do Rei Carlos I, terá estado desaparecido até 1900, altura em que foi adquirido por um colecionador britãnico. Desde então multiplicavam-se as questões sobre se Leonardo Da Vinci seria mesmo o autor da peça – questões desfeitas pelo complexo trabalho de certificação levado a cabo pela Christie’s. Outro trabalho importante foi o de restaurar a obra que em 2005 terá sido transacionada por apenas 10 mil dólares devido ao seu mau estado.

Estas notícias apesar de escaparem sempre ao crivo crítico e serem habitualmente ignoradas ou tacitamente aplaudidas levantam questões importantes. Muitos críticos de arte e curadores têm chamado a atenção nos últimos anos para a sangria de obras de arte importantíssimas para longe dos olhos do público.