Como uma pintura ganha vida 200 anos depois

Com a ajuda de um produto que dissolve o verniz em segundos e desvenda um mundo de cores exuberantes e fidedignas.

 
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Alguma vez te perguntaste, ao andar por museus, como é que algumas obras parecem praticamente intactas, apesar do passar dos anos? Certamente já ouviste falar de restauro, e se és amante de arte já te deve ter passado pela cabeça o arriscado que é pegar de novo na pintura de um artista aparentemente – mas pelos vistos, não literalmente – intocável.

O trabalho é seguramente difícil e de uma responsabilidade incalculável, daí que tenhamos achado estes vídeos partilhados no Twitter verdadeiramente fascinantes.

É que, debaixo do verniz protector e tom amarelado do tempo, há uma pintura perfeita, cheia de cores exuberantes e profundidade, pronta a ser mostrada.

O comerciante de arte e a personalidade da TV britânica Philip Mold partilhou na segunda-feira uma série de imagens no Twitter, que mostram a remoção do verniz de uma pintura a óleo da Era Jacobina (1603-1625). Na altura e nos anos seguintes, a técnica era usada para preservar as condições originais da obra, uma vez que o desgaste do passar do tempo actuava desta forma na camada de verniz e não na própria tinta. 

No vídeo, vemos uma pessoa com um pincel pequeno embebido num líquido que dissolve o verniz em segundos sem danificar a tinta a óleo da pintura com cerca de 200 anos. À medida que o verniz amarelo é removido, uma pintura exuberante e mais colorida é revelada, com pormenores como o visível no Tweet abaixo. Philip Mould tem estado a revelar passo a passo todo o processo que, apesar de ser rápido pela actuação quase imediata do produto que remove o verniz, é moroso pelo cuidado que implica.

Quanto à pintura original, o vendedor de arte e apresentador do programa “Fake or Fortune?” da BBC chama-lhe #womaninred e revela que as únicas coisas que sabe sobre a obra são que a mulher retratada tinha 36 anos  e que o quadro foi pintado em 1618.

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