Uber, Cabify e Chofer querem pressionar o Governo com greve

Os serviços marcaram agendaram greve para hoje, quarta-feira, 3º dia de Web Summit, entre as 16h e as 20h.

Dizem-se perseguidos pelas autoridades desde o dia de abertura da Web Summit, no Parque das Nações, em Lisboa. Acreditam ainda ser os responsáveis por 60% do transporte até ao mega evento tecnológico, por isso, quiseram marcar a greve para “provocar o caos na mobilidade urbana.” 

É esse um dos objectivos no comunicado que a Associação Nacional de Parceiros das Plataformas Alternativas de Transportes emitiu, com o anúncio de greve. As plataformas de transporte têm previsto uma paralisação entre as 16h00 e as 20h00 de hoje, e acreditam que a adesão vai ser significativa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANPPAT, João Pica, explicou que no primeiro dia da cimeira os motoristas destes transportes foram vítimas de “perseguição pelas autoridades policiais” junto ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

João Pica esclarece ainda que um dos objectivos também é chamar a atenção para o atraso da legislação – o diploma que regula as plataformas já foi aprovado no Parlamento, mas ainda tem de ser discutido na especialidade. A Uber, Cabify e Chofer querem assim um período de tolerância“Se afectarmos uma percentagem dos transportes é óbvio que seremos ouvidos, porque vai despertar a atenção da organização da Web Summit, declarou o responsável.

Segundo João Pica, vários motoristas destas plataformas foram multados e a associação estima que as coimas totais ascendam já a um milhão de euros.

A nota enviada pela associação refere que “a ANPPAT está ao lado de todos os empresários do sector”, e aponta que “é difícil entender o porquê do arrastamento desta situação, depois das posições públicas favoráveis de vários membros do Governo”.

Caso esta situação se continue a arrastar, os trabalhadores das plataformas alternativas de transportes têm previstas outras iniciativas, como marchas lentas pela capital portuguesa.

A Web Summit decorre até amanhã, quinta-feira. Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal participam mais de 59 mil pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil start ups, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.