Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin, impedido de se candidatar

Alex Navalny, que conta com uma considerável falange de apoiantes, especialmente junto das camadas mais jovens de eleitorado, considera que é tudo uma orquestração.

opositor Vladimir Putin

Alexei Navalny tem 41 anos e é um dos principais opositores de Vladimir Putin há já pelo menos 5. Este sábado, viu confirmado pelo Supremo Tribunal Russo o impedimento de se candidatar às próximas eleições presidenciais em 2018.

A decisão, que tinha sido pronunciada por um tribunal de instância menor no dia 25 e de que Navalny pediu recurso junto do Supremo Tribunal, foi este sábado corroborada por aquele que é o principal órgão de justiça russo.

Navalny vê-se impedido de concorrer às eleições de dia 18 de Março de 2018 por estar actualmente com pena suspensa e consequentemente barrado de corridas eleitorais até ao ano 2028. A pena suspensa resulta de um processo de 2013, ano em que Navalny foi dado como culpado por alegada fraude, incorrendo numa pena de prisão de 5 anos, medida que acabou por ser suspensa.

O opositor de Putin, que conta com uma considerável falange de apoiantes, especialmente junto das camadas mais jovens de eleitorado, considera que é tudo uma orquestração para o manter longe das eleições.

A representante da União Europeia para a Política Externa, Frederica Mogherini também comentou a decisão, em declarações à agência Efe, dizendo que o veto à candidatura de Navalny levanta sérias dúvidas à transparência do processo democrático. Alexei Navalny já foi várias vezes preso e condenado, quase sempre a penas de prisão suspensas, durante os anos em que se opôs publicamente a Putin. Mogherini lembra inclusive que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos considerou que no seu processo em 2013, lhe havia sido negado o direito a um julgamento justo.

Alexei Navalny conquistou a sua notoriedade internacional e a sua popularidade local pela sua assertividade e espírito activista. Ainda em Outubro deste ano Navalny, numa ação de campanha, organizou uma manifestação no dia de aniversário de Vladimir Putin na segunda maior cidade russa, São Petersburgo. Essa acção terminou com a sua prisão durante 20 dias.