Este biblioteca tem uma arquitectura invulgar e surpreendente

Edifício chinês parece um gigante olho humano, quando visto de fora. Lá dentro é uma ampla caverna branca, com livros por toda a parte.

Quando vista de fora, parece um gigante olho humano; quando lá entramos, é como se estivéssemos  dentro de uma ampla caverna branca, rodeados por livros. A Biblioteca Tianjin Binhai, na China, tem uma arquitectura invulgar para uma biblioteca. Na enorme sala que constitui o espaço, os livros estão em estantes que, do chão ao tecto, ondulam pelas paredes e que também servem como escadas, assentos e iluminação.

Esta biblioteca, que tem capacidade para mais de um milhão de livros, foi projectada e construída num período recorde de apenas três anos. O edifício resultou de uma encomenda do município de Tianjin Binhai e é um dos cinco edifícios culturais naquela zona costeira da China que foram desenhados por um quadro internacional de arquitectos, incluindo Bernard Tschumi Architects, Bing Thom Architects, HH Design e MVRDV.

O átrio central da Biblioteca Tianjin Binhai, onde uma enorme esfera é o centro do olho, é rodeado por estantes dispostas em ambos lados da esfera e actuam como diversos elementos, desde escadas até assentos, continuando ao longo da cobertura para criar uma topografia iluminada. As prateleiras nas zonas inferiores têm livros verdadeiros; as restantes, no cimo, são inacessíveis e por isso os livros que vemos nelas não passam de pinturas.

Ler, andar, conhecer e discutir são actividades que podem ser feitas em qualquer canto desta biblioteca, graças à sua arquitectura. A partir da nave principal, é possível aceder a espaços interiores, como salas de leitura, escritórios, espaços de informática e de áudio. Na parte subterrânea do edifício, existe um armazém de livros e um grande arquivo.

Inaugurada em Outubro deste ano, a Biblioteca Tianjin Binhai apresenta duas fachadas de vidro – uma de cada lado – que fazem a ligação ao espaço exterior. Essas duas janelas não só dão luz e brilho ao espaço interior da biblioteca, como fazem parecer que esta é uma extensão do jardim público de lá de fora.

A biblioteca já terá atraído uma média de 15 mil visitantes nos fins-de-semanas. Movidos, se calhar, mais pela arquitectura que pelos livros – uma das críticas feitas a esta biblioteca é a existência de mais livros a fingir que livros a sério. Apesar da capacidade para 1,2 milhões de livros, só 200 mil estão nas prateleiras deste espaço e, segundo uma reportagem da agência AFP, muitos deles estão em estantes interiores, de aspecto tradicional.

Fotos de: Ossip van Duivenbode