Estado Islâmico reivindica atentado terrorista em Cabul, no Afeganistão

Pelo menos seis civis morreram num atentado suicida em Cabul, no Afeganistão, junto à principal agência dos serviços secretos afegãos.

Afeganistão

Pelo menos seis civis morreram e outros dois ficaram feridos vítimas de um atentado suicida perpetrado esta segunda-feira, 25 de dezembro, em Cabul, no Afeganistão, perto da principal agência dos serviços secretos afegãos. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico através da agência de propaganda Amaq e descrito como “Uma operação suicida visa um centro dos serviços secretos afegãos (…) na cidade de Cabul”, segundo cita a imprensa internacional.

Todas as vítimas do atentado em Cabul foram civis que passavam casualmente em frente ao Diretório Nacional de Segurança. Segundo a agência Reuters, o autor do atentado ainda não foi identificado. Segundo a mesma fonte, o atentado terá sido espontâneo recorrendo ao habitual modus operandi do grupo rebelde – o autor terá chegado a pé até ao local e utilizado um cinto ou colete de explosivos.

O atacante que também morreu durante o ataque, detonou o pacote de explosivos que carregava por voltas das 08h00 locais (03h30 em Lisboa), perto das instalações do Diretório Nacional de Segurança na zona de Shashdarken, disse à agência Efe o porta-voz Nasrat Rahimi.

Este ataque, cometido na altura em que os funcionários do NDS chegavam ao trabalho, ocorre uma semana depois de outro ataque terrorista contra um centro de treino da mesma agência – também na capital afegã e também reivindicado pelo Estado Islâmico. Neste caso terá terminado apenas com terroristas mortos.

Najib Danish, também porta-voz do Ministério do Interior Afegão, disse à France Presse que os seis civis que estavam num carro morreram na explosão – “Seis pessoas morreram e outras três ficaram feridas”, disse.

A mesma informação foi confirmada por um jornalista da AFP presente no local que reportou de imediato ataque confirmando a localização, perto da entrada principal de um complexo do NDS.

Em respostas as forças de segurança afegãs bloquearam a rua principal que dá acesso ao edifício.

Os ataques terroristas do Daesh na zona do Afeganistão estão a tornar-se cada mais frequentes, naquilo que pode ser uma resposta do grupo, o auto-proclamado Estado Islâmico, às recentes derrotas militares na zona da Síria e do Iraque confirmados pelas tropas dos respectivos locais no mês passado.