Menos mortos mas mais presos entre os jornalistas pelo mundo

Apesar de ser o número mais baixo em 14 anos, é um dado alarmante.

Flickr/Anjuman Pass

65 jornalistas foram mortos no ano civil de 2017. Quem o diz são os Repórteres Sem Fronteiras no relatório anual da instituição. Destas 65 pessoas que perderam a vida, 50 são jornalistas profissionais, 7 são jornalistas cidadãos e 8 são profissionais que colaboram com meios de comunicação social.

Apesar do número expressivo de pessoas que morreram no exercício das suas funções jornalísticas, a organização aponta que 2017 foi um ano menos negativo, visto que há 14 anos que não se registavam estes números. De salientar que de 2016 para 2017, o número de mortos baixou drasticamente, passando de 79 para 65, como já foi mencionado. Os RSF referem que esta descida se deve à criação massiva de campanhas por parte de organizações e pelos próprios media, mas também pelo um aumento da tomada de consciência sobre a protecção dos jornalistas em funções.

Quanto ao registo geográfico, a Síria foi o país onde mais jornalistas morreram, ultrapassando o México, Afeganistão e Iraque. Os Repórteres Sem Fronteiras apontam o país da América do Sul como o mais perigoso do mundo para os jornalistas.

Se o número de mortos este ano podem transmitir razões para acreditar numa inversão dos acontecimentos trágicos, 2017 foi o ano recorde para os jornalistas presos em todo o mundo. 262 profissionais do jornalismo foram ou estão presos, em contraste com os 259 no ano passado. Metade deste número recorde tem posição geográfica na Turquia, Egipto e China. As razões para este facto têm correspondência nos regimes políticos vigentes que condicionam e limitam a profissão do jornalista ao ponto de lhe impor uma ordem judicial.

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