Um bom logótipo é reconhecível mesmo desfocado

Uma espécie de jogo que pode ser bastante divertido para todos e bastante útil para designers.

 
O Shifter precisa de dinheiro para sobreviver.
Se achas importante o que fazemos, contribui aqui.

Uma identidade de marca deve respeitar uma série de características e objectivos, que a preparam para todas as ocasiões e suportes. Por um lado, é importante ser criativa e original para despertar o cérebro ao olhar; por outro, bem desenhada e simples para que seja recordável; já por outro ainda, importa que a forma global da marca seja suficientemente distintiva.

A isto se chama integridade da forma. A capacidade para, mesmo em suportes com menos qualidade – em que o gráfico fique desfocado ou pixelizado –, a marca se manter intacta e perfeitamente reconhecível.

“Quão distante pode estar uma imagem e continuar a ser reconhecida? Um logo que é sujeito a infinitos usos, abusos e variações não pode sobreviver a menos que seja desenhado com a maior simplicidade e restrição.”

Paul Rand foi um dos principais defensores da necessidade de ter a integridade da forma em atenção e, até aqui, essa importância não voltou a ser descurada. Prova disso é uma experiência visual montada pelo designer Jim Nielsen, em que este desafia os utilizadores a testar a sua capacidade de reconhecer logos sujeitos a um severo desfoque.

O resultado é uma espécie de jogo que pode ser bastante divertido para todos e bastante útil para designers, uma vez que evidencia a necessidade de ter este factor em conta, ao mesmo tempo que ilustra o funcionamento de identidades clássicas neste capítulo.

Formas complexas, ilustrações com poucos espaços brancos ou contornos muito próximos revelam-se neste desafio verdadeiros quebra-cabeças. Outros exemplos, logos bem conhecidos e distintivos, comprovam também no teste da identidade o porquê da sua eficiência.

A acompanhar este site interactivo, Jim Nielsen conduziu um estudo objectivo que publicou no seu blogue em 2014 e onde podes compreender pormenorizadamente as conclusões da sua experiência, bem como ficar a conhecer as imagens com melhor e pior comportamento quando sujeitas ao desfoque.

O Shifter precisa de cerca de 1600 euros em contribuições mensais recorrentes para assegurar o salário aos seus 2 editores. O teu apoio é fundamental!