Estados Unidos rasgam Pacto Mundial para os Migrantes e Refugiados

Mais um acordo acaba rasgado por Donald Trump - desta vez o Pacto Mundial das Nações Unidas para os Migrantes e Refugiados.

A teimosia dos Estados Unidos em matérias que impliquem o consenso global não é novidade para ninguém. Se no capítulo do ambiente este feitio os deixou isolados de fora do Acordo de Paris, eis que, em mais uma polémica decisão da administração Trump, mais um acordo acaba rasgado pelo Governo norte-americano – desta vez o Pacto Mundial das Nações Unidas para os Migrantes e Refugiados.

Segundo o comunicado tornado público esta semana, Washington considera que as linhas guias internacionais vão contra a política estabelecida internamente, cessando unilateralmente a sua participação na chamada “Declaração de Nova Iorque” – documento que tinha sido assinado na Assembleia Geral da ONU em setembro do ano passado pelos 193 membros em total unanimidade.

“A Declaração de Nova Iorque envolve várias disposições que são incompatíveis com as políticas norte-americanas de imigração e de refugiados e os princípios decretados pela Administração Trump em matéria de imigração” pode ler-se no comunicado onde os americanos ainda afirmam a sua solidariedade e orgulho na forma como estão a gerir a matéria.

Depois do Acordo de Paris, do anúncio da saída da Unesco, da revogação dos diplomas pela internet livre, das dúvidas em torno do acordo nuclear com o Irão e da constante pressão – que se pode entender quase como provocação – à Coreia do Norte, é mais uma decisão que não deixa a margem para a mais pequena dúvida sobre o caminho solitário que o executivo de Trump quer traçar para os Estados Unidos da América.

O tema dos refugiados tem marcado a agenda dos últimos anos e voltou nestes dias a ocupar destaque dos principais jornais, com a reportagem da CNN a denunciar a venda de escravos na Líbia e o êxodo a que estão a ser forçados os Rohingya na Birmânia. A decisão isolacionista, mais uma de Trump, surge inesperadamente numa altura em que começavam a ser combinadas as primeiras reuniões sobre o tema para o próximo ano de 2018.

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