Por uma Palestina independente, com Jerusalém como capital

Tudo e todos contra Netanyahu e Trump.

Desde que Trump anunciou Jerusalém como capital de Israel, os conflitos no local aumentaram de intensidade e as reacções internacionais não param, nem por um dia, de condenar ou contrariar esta decisão. Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, passou pela Europa a desfilar as suas convicções dúbias e a crença de que só a decisão de Trump faria sentido; em troca, recebeu a discórdia de todos os Estados-membro da UE, bem como das delegações.

Do Governo Português, surgiu mesmo uma das primeiras e mais sintéticas reacções, indicadora da opinião global sobre o assunto. Santos Silva garantiu que Portugal “celebrará Jerusalém como capital de Israel, no mesmo dia em que celebrar Jerusalém como Capital da Palestina”, numa alusão à solução de dois estados amplamente defendida.

No mesmo sentido a China, um dos grandes players internacionais em qualquer que seja o assunto, decidiu ir um pouco mais longe, reforçando a sua posição e defendendo o retorno à configuração pré-1967, quando a Palestina era um estado independente e Jerusalém a sua capital.

Apesar de poder soar dissonante, esta posição vem em conformidade com o determinado pelo consenso internacional nas Nações Unidas rompido por Donald Trump. A declaração da China surge dias depois da mesma posição ter sido assumida pela Organização dos Países Islâmicos, após uma reunião esta quarta feira em Istambul.

Cerca de 50 altos representantes de países muçulmanos reuniram-se para enviar uma mensagem forte aos Estados Unidos e a Israel sobre a situação débil da cidade de Jerusalém. Nas primeiras reacções citadas pelos jornalistas, Çavuşoğlu, presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa na Turquia, deixou a questão: “Se não defendermos Jerusalém, vamos defender quando?”

Jerusalém foi dividida burocraticamente em dois no ano de 1948 – Israel a controlar a parte ocidental e a Jordânia a controlar a parte oriental. Desde 1967, e do confronto conhecido como Guerra dos Seis Dias, que o estado israelita assumiu o controlo total do local contrariando todas as deliberações internacionais.