A cor do ano é o Ultra Violeta, interventivo e imaginativo

A Pantone pretende com esta escolha dar o mote à reflexão mundial através de um input tão simples e fácil de entender. 

 
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Está dado o mote crómatico para 2018, depois de para 2017 ter sido escolhido um verde carregado de optimismo, para o próximo ano a escolha recai sobre o Ultra Violeta, cor da criatividade e da exploração.

A escolha é anunciada pela Pantone como provocadora por não ser necessariamente uma cor consensual mas na mesma nota são destacados os valores que fazem desse paradoxo entre a provocação e o consenso um dos principais motivos para o mérito da escolha.

Numa nota mais emotiva, Leatrice Eiseman, Directora Executiva do Instituto Pantone para a cor, explicita-o: “Vivemos em tempos que requerem intervenção e imaginação,” apontando o ultra violeta como a cor ideal para inspirar o salto criativo de que a humanidade precisa para continuar a sua evolução social. Desde explorar novas tecnologias e grandes galáxias, até à expressão artística e à reflexão filosófica, o ultra violeta ilumina o caminho do que está para vir.” 

Em justficações mais objectivas, sobre o peso desta cor na cultura, a Pantone avança como sempre com informações interessantes e que nos convidam a uma reflexão séria sobre o peso cultural das cores. Desta vez, destaca-se a associação desta cor a músicos disruptivos pertecentes a movimentos contra-culturais como Prince, David Bowie ou Jimi Hendrix.

Mais uma vez, a Pantone reforça que o seu objectivo, mais do que dar ferramentas ou ideias aos designers sobre a tendência a seguir, é dar o mote à reflexão mundial através de um input tão simples e fácil de entender.

Como é habitual, associado ao anúncio, vem o lado mais comercial da iniciativa com uma série de merchandising neste tom, desde brincos a maquilhagem ou sapatilhas. Para designers, das mais diversas áreas, também há material específico como catálogos a explorar esta tonalidade e as suas conjunções possíveis, quer na decoração de interiores, no mundo da beleza, etc.

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