5 milhões em Bitcoin para distribuir como rendimento básico universal

Habitantes do Quénia, Uganda e Ruanda vão receber dinheiro todos os meses para pagar a sua saúde, educação e segurança.

Foto via Business Insider

São dois dos assuntos que têm dominado a agenda mediática do sector económico ao longo deste ano 2017. Por um lado, a repentina subida das criptomoedas, como a Bitcoin; por outro, a emergência na criação de novos modelos de redistribuição de riqueza, entre eles o rendimento básico universal.

Agora, graças ao Pineapple Fund, um fundo de investimento solidário em Bitcoin, as duas tendências cruzam-se. O Pineapple Fund, de que te falámos a semana passada, anunciou a cedência de 5 milhões de dólares em bitcoins para financiar o GiveDirectly, o maior projecto piloto de distribuição de rendimento básico a decorrer no Quénia, Uganda e Ruanda.

O anúncio foi feito num subreddit dedicado ao rendimento básico, acompanhado pelo ID que comprova a transferência em moeda digital, conforme conta o Business Insider. Os 5 milhões agora doados por Pine, o nome fictício do cripto-milionário por trás do fundo solidário, juntam-se assim aos cerca de 80 milhões que já terão sido distribuídos por outras instituições.

A GiveDirectly é uma organização sem fins lucrativos que procura colmatar as desigualdades vigentes nos países africanos através de transferências directas de dinheiro que permitam às pessoas pagar a sua saúde, educação e segurança. Com o seu projecto piloto, esta instituição procura estabelecer bases empíricas para que este método de combate a pobreza possa vir a crescer e a gobalizar-se.

Este reforço financeiro vai ser dividido entre o modelo de distribuição actual praticado pela organização – transferências únicas de dinheiro – e o modelo de rendimento básico, anunciado em Novembro. Assim, os habitantes de 80 vilas no Quénia receberão 22 dólares por mês durante os próximos 12 anos, 40 outras receberão o mesmo valor por apenas 2 anos. Outras 100 aldeias serão igualmente monitorizadas, apesar de não receberem nada, funcionando como grupo de controlo para a experiência.