Pineapple Fund: enriquecer com bitcoins e doar à caridade

Já foram ajudadas oito instituições e ainda há 84 milhões de dólares para distribuir.

Screenshot: Pineapple Fund
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Um filantropo anónimo criou um fundo de investimento no valor de 86 milhões de dólares americanos com a riqueza vinda da aposta em bitcoins. O Pineapple Fund pretende ajudar causas sociais e associações de caridade. Já foram ajudadas oito e ainda há 84 milhões de dólares para distribuir.

O criador entrou cedo no mundo das bitcoins, tendo investido na “promessa do dinheiro descentralizado”. “Lembro-me de começar com as bitcoins há alguns anos. Quando passou para dois algarismos pela primeira vez, pensei que era um momento triunfante. Vi e admirei o preço aumentar de 15 dólares… 20 dólares… 30 dólares… wow!”, explica no anúncio no Reddit.

O retorno foi inesperado. “A quantia é maior do que aquela que eu consigo gastar“, admite o filantropo no site oficial. A totalidade do dinheiro arrecadado não foi divulgado, mas, de acordo com o próprio: “o Pineapple Fund representa a maior parte das minhas posses em criptomoedas”.

O anonimato é, de facto, um objectivo do criador do fundo. “A reputação nunca foi um dos meus objectivos com este fundo”, explica. O domínio do site costuma ter associado algumas informações pessoais, mas, neste caso, o filantropo recorreu ao serviço WhoIsGuard para ocultar os dados pessoais.

O fundo está a aceitar candidaturas de associações de caridade. Das 5 057 bitcoins (cerca de 86 milhões de dólares americanos), estão ainda disponíveis 4 714 (cerca de 84 milhões de dólares americanos). Candidatos individuais não vão ser aceites. As causas sociais ou organizações de caridade podem ser de qualquer país e devem estar registadas como organizações sem fins lucrativos. Até agora já foram apoiadas oito instituições, entre as quais uma startup de saúde, uma organização activista de direitos digitais e um projecto de promoção água limpa.

As motivações são as de promover “o amor, a paz, a união e o respeito”, segundo a Bitcoin Magazine. O nome? “Eu gosto de ananás. O único problema é que não se pode comer demasiado”, explica o filantropo. “Uma vez comi tanto ananás que tive uma reacção alérgica e tive de ir às urgências! Não façam isso”, revela, à mesma publicação.

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